Prêmio Economista do Ano 2016

 

Acompanhe abaixo o regulamento para concorrer ao “Prêmio Economista do Ano 2016”. A iniciativa, do Corecon/RS, é um reconhecimento a economistas que atuam nos mais diferentes campos da profissão, engajados em atividades dos setores privado ou público, academia ou profissionais autônomos, no Rio Grande do Sul, e que tenham se destacado por sua contribuição no fortalecimento do desenvolvimento econômico regional ou nacional, através de análises críticas e inovadoras sobre assuntos relevantes e de interesse público. Os candidatos ao “Prêmio Economista do Ano” são indicados por entidades públicas, privadas, universidades e entidades de categoria, como associações e sociedades, entre outras, sediadas no Rio Grande do Sul. A Comissão Julgadora é independente e formada por nove economistas com atuação profissional no âmbito do Rio Grande do Sul, sendo três representantes do setor público, três do setor privado e três do setor acadêmico

Na edição do ano passado, o Prêmio Economista do Ano foi concedido ao economista Flávio Vasconcelos Comin, professor da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS.

contracapa premio economista 2016

capa premio economista 2016

Resultado Eleições Corecon/RS 2016


Senhores (as) Economistas,

Em conformidade com a Resolução 1.954/2016, e de acordo com a Ata dos Trabalhos Eleitorais expedida pelo Conselho Federal de Economia em 31/10/2016, esta Comissão Eleitoral declara vencedora a Chapa – NOVO CORECON. Abaixo confira o resultado das eleições:

Chapa – NOVO CORECON : 381 (trezentos e oitenta um) votos;

Brancos: 18 (dezoito) votos;
Nulos: 27 (vinte sete) votos;
Total de Votos: 426 (quatrocentos e vinte seis) votos.

A chapa eleita, “ NOVO CORECON” é formada pelos economistas:

Conselheiros Efetivos (Mandato 2017/2019)
• Simone Magalhães - reg. 6352
• Rogério Vianna Tolfo - reg. 5773
• André Carraro - reg. 6402

Conselheiros Suplentes (Mandato 2017/2019)
• Guilherme Stein - reg. 8438
• João Carlos Medeiros Madail - reg. 3356
• Victor de Fraga Sant´Ana - reg. 8287

Delegado Eleitor Efetivo
• Vladimir da Costa Alves - reg. 7035

Delegado Eleitor Suplente
• Bruno Breyer Caldas - reg. 7660

Ata Eleiçoes 2016 - VISUALIZAR


O Processo Eleitoral será apreciado em Sessão Plenária Ordinária do CORECON/RS, a realizar-se no dia 9 de novembro de 2016 e após, será remetido ao Conselho Federal de Economia para homologação e publicação do resultado.

A composição da Chapa vencedora e a integralidade da Ata dos Trabalhos Eleitorais estão disponíveis em: www.coreconrs.org.br .


Cordialmente,
Comissão Eleitoral do CORECON/RS

FEE tem programação especial pelos 43 anos



No dia 13 de novembro próximo, a FEE completa 43 anos. Nesta trajetória, a instituição tem produzido estudos, estatísticas e indicadores que ajudam a compreender a realidade do Rio Grande do Sul e apoiam o desenvolvimento de políticas públicas. Para marcar a data, a Instituição preparou uma programação especial.

Programação:

Dia 8 de novembro

14h – Lançamento da publicação FEE Setorial, analisando o segmento de Celulose de Mercado.
Apresentação: Fernanda Queiroz Sperotto (Economista da FEE)
Palestrante: Walter Lídio Nunes (Presidente da Celulose Riograndense), com o tema “Perspectiva empresarial acerca dos efeitos da recente expansão do setor para a economia gaúcha e brasileira”.
Local: auditório da FEE

O que é: A FEE Setorial é uma publicação on-line com ênfase em estudos setoriais da economia do Rio Grande do Sul, que tem o objetivo de fornecer um panorama atual sobre os setores produtivos de destaque, quer por sua participação na economia gaúcha, quer por seu potencial estratégico para o desenvolvimento regional do Estado. O primeiro número da FEE Setorial aborda o segmento de celulose de mercado. Vale destacar que esse setor protagonizou, nos últimos quatro anos, um importante investimento, e seus resultados já são percebidos na economia gaúcha, especialmente no âmbito das exportações.

9 de novembro

10h – Lançamento da Carta de Conjuntura FEE especial, discutindo perspectivas para a economia gaúcha em 2017.
Apresentação: Martinho Lazzari (Diretor Técnico da FEE)
Local: auditório da FEE

O que é: A Carta de Conjuntura é uma publicação mensal, que tem por objetivo analisar as questões mais importantes da conjuntura econômica nacional e regional. No mês em que a FEE comemora 43 anos, todos os textos da Carta de Conjuntura irão discutir o mesmo assunto, ajudando a debater o cenário econômico do próximo ano. Nessa edição, também haverá o lançamento do novo layout da publicação.

10 de novembro

10h – Lançamento do Relatório “Atividades Características do Turismo no RS em 2013”, que apresenta o peso das atividades do Turismo no PIB da economia gaúcha. Com o estudo, também é possível identificar as localidades e regiões que possuem maior intensidade de oferta de serviços voltados aos turistas.
Apresentação: Guilherme Risco e Tomás Fiori (Economistas da FEE)
Local: auditório da FEE

O que é: Nesse trabalho, é calculado, para o RS como um todo, o Valor Adicionado Bruto (VAB) das Atividades Características do Turismo (ACTs) para o ano de 2013. O resultado é apresentado conforme a estrutura de divulgação do PIB Estadual, mostrando como cada setor contribui para o turismo. Além disso, estima-se, para cada município e região turística do Rio Grande do Sul, qual é a participação do conjunto de atividades características do turismo no total da economia.

16h – Lançamento do livro “Aglomerações e Arranjos Produtivos Locais no Rio Grande do Sul”. A obra traz a síntese dos resultados de pesquisa feita pela FEE em onze Aglomerações Produtivas do RS, com a finalidade de estudar os elos de sua cadeia produtiva e os fatores que condicionam a competitividade das empresas.
Apresentação: Rodrigo Morem da Costa (Economista da FEE e um dos organizadores do livro)
Local: Sala Leste do Santander Cultural – Feira do Livro de Porto Alegre

O que é: No e-book, estão contemplados: O Arranjo Produtivo Local da Saúde em Pelotas; O Arranjo Produtivo Local de Pedras, Gemas e Joias do Corede Alto da Serra do Botucaraí; Aglomeração produtiva (AP) de máquinas e implementos agrícolas dos Coredes Central e Jacuí-Centro; A Aglomeração Produtiva de Máquinas e Implementos Agrícolas dos Coredes Alto Jacuí e Produção (AP Pré-Colheita); A Aglomeração Produtiva de Componentes Eletrônicos, Automação e Controle no Corede Metropolitano Delta do Jacuí e no Município de São Leopoldo; Aglomeração produtiva de máquinas-ferramenta da região do Corede Vale do Rio dos Sinos e municípios adjacentes; O aglomerado produtivo (AP) Metalmecânico e Automotivo da Serra; Arranjo Produtivo Local de Móveis da Serra Gaúcha; APL Calçadista Sinos-Paranhana: o segmento de calçados de alto valor agregado; A Aglomeração Produtiva de Laticínios da Região Fronteira Noroeste-Celeiro; A Aglomeração Produtiva de Laticínios do Vale do Taquari.

Mais informações em http://www.fee.rs.gov.br/

 

“Roda de Conversa” ouve candidato Gustavo Paim


O Corecon/RS promoveu, na noite da última quinta-feira, dia 27, o “Roda de Conversa” sobre a Economia do município, com o candidato ao segundo turno das eleições para a Vice-Prefeitura de Porto Alegre, Gustavo Paim, da Coligação de Nelson Marchezan. A candidata Juliana Brizola, da Coligação Sebastião Melo, também convidada, não esteve presente e não justificou sua ausência. O evento evento aconteceu no Auditório da Fadergs, no Centro Histórico de Porto Alegre.

A presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães abriu o Encontro agradecendo a presença do candidato Gustavo Paim e registrou que, “embora a assessoria da candidata Juliana Brizola tenha sido convidada insistentemente desde o dia seguinte ao encerramento do encerramento do primeiro turno das eleições, em momento algum houve retorno por parte de qualquer membro de sua campanha sobre sua participação ou não ao evento”.
Simone Magalhães abriu o “Roda de Conversa” dizendo que o Corecon/RS, como órgão que representa mais de 4,5 mil economistas no RS, está atento às iniciativas que venham impactar no desenvolvimento socioeconômico das diferentes comunidades e regiões do estado. “Nosso objetivo é oportunizar à cidade de Porto Alegre maior conhecimento sobre os projetos e propostas do futuro Governo do município, nas áreas de finanças públicas e de investimentos, fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico da região e do estado do RS”.

paim1O candidato respondeu perguntas elaboradas previamente por economistas e, mais tarde, atendeu a questionamentos, por escrito, da plateia. Explicou que é advogado, professor e coordenador da área de especialização da Unisinos, possui especialização em gestão pública, mestrado e doutorado em Direito e que, para ele, estar em um ambiente acadêmico, falando sobre questões econômicas a respeito do município de Porto Alegre, era uma satisfação muito grande. Disse que, como professor de Direito Eleitoral, sentia-se muito seguro para falar que os 22% de abstenção ocorrido no primeiro turno das eleições de Porto Alegre, somados aos pouco mais de 10% de votos nulos, significava um recado histórico de que o cidadão está insatisfeito com a política e com os políticos. “A política tradicional frustrou o cidadão”, disse, lembrando que “a velha política era feita através de toda e qualquer promessa em troca de voto”. Respondeu a questionamentos sobre saúde, segurança pública, limpeza urbana, Observatórios Sociais, parcerias público-privadas, geração de emprego e atração de investimentos. Disse que Porto Alegre é uma cidade travada e inimiga do empreendedor, que vem perdendo empresas para outros municípios. “E nós queremos movimentar essa mola da economia, desburocratizando, simplificando, dando segurança jurídica e gerando oportunidade de emprego e renda pra população”, disse. Falou da necessidade de reduzir o tamanho da máquina administrativa, da potencialização do turismo de negócios e elogiou o Orçamento Participativo. Citou as star-ups e os centros de excelência em desenvolvimento tecnológico existentes no município e a importância de potencializá-los como forma de atrair e desenvolver empresas de ponta na área da tecnologia. Em resposta a questionamento sobre impactos que eventual aprovação da PEC 241 poderiam causar sobre o município, disse que o Brasil gastou muito e muito mal nos últimos anos e que a Proposta vem trazer benefícios ao orçamento da Saúde já no próximo ano. “Vivemos num momento em que as finanças públicas da União, dos estados e dos municípios estão em colapso e se não tivermos um mínimo de austeridade fiscal o nosso caminho é muito perigoso”, concluiu.

simoneaAo encerrar o evento, a presidente Simone Magalhães agradeceu a parceria da Fadergs e ao Partido do candidato por ter entendido a necessidade e a importância deste Encontro e falou sobre a importância de o próximo gestor da cidade de Porto Alegre utilizar os conhecimentos do profissional da Economia, adquiridos ao longo do tempo pela consistência teórica e prática de sua formação universitária, para parceria no atendimento aos projetos e desafios de que o Município tanto precisa. Registrou, ainda, que com esse evento, o Corecon/RS encerra o seu projeto de levar ao conhecimento da população, através do “Roda de Conversa”, a discussão dos projetos de economia e finanças públicas a serem desenvolvidos pelos futuros gestores dos municípios em que ocorreram segundo turno das eleições.

Corecon/RS fala sobre a importância do economista, em reunião das ACIs, na Federasul


mesa

Vice-presidente de Integração da Federasul, Rodrigo Costa, presidente Simone Leite e Simone Magalhães

Acompanhada de conselheiros, ex-presidentes e coordenadores de Cursos, a presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães, participou, na última quarta-feira, dia 26, na Federação das Associações Comerciais do RS (Federasul, de reunião com presidentes e representantes das Associações Comerciais do Rio Grande do Sul (ACIs). A convite da presidente da Federação, Simone Leite, a representante do Corecon/RS fez uma apresentação sobre a importância da atividade do economista no dia-a-dia dos municípios e das empresas.

apresentaoA presidente do Corecon/RS iniciou sua apresentação falando sobre a formação do economista. Afirmou que estão sendo quebrados antigos paradigmas de que o estudante fazia sua formação em Economia com o objetivo de realizar concurso público ou trabalhar em banco e que essa realidade mudou, já dentro da própria universidade, com o futuro profissional se preparando para atuação voltada às empresas, à iniciativa privada. Citou áreas bastante comuns de atuação profissional, como recursos humanos, estratégias de mercado, implementação de planos de administração financeira, planejamento, gestão, análise de mercado, logística, marketing, compras, produção, e ressaltou a preparação teórica e técnica do profissional da Economia para saber identificar oportunidades para a tomada de decisão da empresa, como o melhor momento para investir ou a melhor forma de financiamento. “A empresa precisa ter essa ferramenta, que é o conhecimento seguro do mercado, para a tomada de decisões, garantindo, assim, a saúde e o crescimento de seu negócio”, afirmou, lembrando que as faculdades de Economia trabalham “com o pensamento macro e formação consistente para que o futuro profissional possa trazer a sua habilidade e conhecimento para dentro da empresa”.

jose alfredoApós a apresentação, foram feitas intervenções por parte dos representantes de ACIs, alguns, com formação acadêmica na área. Foram os casos dos empresários e economistas Humberto Ruga e Euri Bernardes, que ressaltaram a importância da formação econômica para a tomada de decisões e a necessidade de a Federasul ampliar parcerias com instituições de consistência técnica, como o Corecon/RS, para fins de planejamento estratégico. O diretor da Federasul José Alfredo Duarte Filho, ex-presidente do Corecon/RS, elogiou a apresentação da representante dos economistas e as iniciativas que o Conselho tem feito na aproximação com as classes empresarial e política do estado. “É, realmente, muito importante que o órgão representante dos economistas gaúchos saia para a rua e converse com a sociedade, traduzindo a linguagem técnica da economia para o mundo do empresariado e para o entendimento do cotidiano”, afirmou. Ressaltou, ainda, que se trata de um importante passo também para a Federasul, “de forma que eventualmente possamos, ao longo de nosso trabalho, convidar um profissional de Economia, sensível às necessidades do cotidiano, para troca de ideias sobre a realidade que envolve o nosso estado e o nosso país”.

conselheirosAcompanharam a presidente Simone Magalhães os conselheiros Alfredo Meneghetti Neto, Aristóteles Galvão e Wladimir Alves, o ex-presidente Lauro Renck, o conselheiro federal Henri Bejzman, o presidente da Ecoserra Carlos Wanderlei Reis da Silva, a coordenadora do Curso de Ciências Econômicas da Unisinos Gisele Spricigo e os economistas Rogério França, representando a coordenação do Curso de Ciências Econômicas da UCS, e Janile Soares, editora do Blog “Economista de Batom”.

Corecon/RS promove “Roda de Conversa” com candidatos a Vice, de Porto Alegre



O Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Sul (Corecon/RS) promove, nesta quinta-feira, dia 27, uma “Roda de Conversa” sobre a Economia do município, com os candidatos ao segundo turno das eleições para a Vice-Prefeitura de Porto Alegre, Gustavo Paim (Coligação de Nelson Marchezan), e Juliana Brizola – ainda não confirmada a presença - (Coligação Sebastião Melo). O evento, que é aberto ao público, acontecerá às 19 horas, no Auditório da Fadergs (Rua Riachuelo, 1257 – Centro Histórico).

A presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães, esclarece que a Entidade, como órgão que representa mais de 4,5 mil economistas no RS, está atento às iniciativas que venham impactar no desenvolvimento socioeconômico das diferentes comunidades e regiões do estado. “Nosso objetivo é oportunizar à cidade de Porto Alegre maior conhecimento sobre os projetos e propostas do novo Governo do município, nas áreas de finanças públicas e de investimentos, fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico da região e do estado do RS”, afirma.

Empreendedorismo foi o tema do Corecon Acadêmico

 

O auditório da Faculdade de Desenvolvimento do RS (Fadergs), em Porto Alegre, sediou mais uma edição do Corecon Acadêmico. Numa promoção do Corecon/RS, com o apoio da Fadergs, esta edição do encontro teve como foco “O Economista Empreendedor” e contou com a participação dos economistas Artur de Castro Frischenbruder, CEO da Kynos Technologies, e Tiago Lemos, co-fundador e diretor de Operações da Ventiur, a aluna Michely Francy e a presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães. O evento contou com a mediação do jornalista e coordenador do Curso de Comunicação da Fadergs, Ricardo Carneiro da Cunha.

Ricardo Cunha abriu esta edição do Corecon Acadêmico falando sobre a importância do evento e disse que se trata de uma grande oportunidade para os estudantes ouvirem os relatos sobre experiências de empreendedorismo sob o enfoque da Economia. Lembrou que, ao contrário de duas ou três décadas atrás, quando as empresas buscavam o recém formado praticamente dentro da universidade, atualmente o novo profissional tem que buscar um mercado, que “pode até ser chamado de alternativo, ou pelo menos distante do que se tinha há anos atrás como um mercado de trabalho mais padrão, como o setor público, bancos, entre outros”.

asimoneA presidente do Corecon/RS iniciou sua fala ressaltando a importância desse tipo de encontro e a necessidade de se quebrar paradigmas, especialmente com relação ao fato de se pensar que ao entrar no curso de Economia terá que seguir, depois, carreira no serviço público. “E esse é um paradigma que estamos conseguindo quebrar aos poucos, pois o economista tem um mercado de trabalho muito amplo, diverso e em constante evolução”, disse. Falou da necessidade de o estudante de Economia explorar o seu potencial ainda dentro da universidade, através da busca da pluralidade e da visão macro ofertadas pelo Curso. “Temos que desenvolver nossa capacidade de enxergar num simples objeto muito mais que a sua aparência e utilidade, mas todo o processo produtivo, a linha de montagem, que tem por trás daquele produto. Temos que desenvolver essa sensibilidade e mostrar ao mercado todo o potencial que o economista tem para oferecer”, completou. Simone Magalhães falou da economia criativa e citou o exemplo dos quatro parques tecnológicos existentes no entorno de Porto Alegre, “que se juntam à cidade para fazer essa aceleração dos processos de inovação”. Finalizou, dizendo que a crise gera oportunidades, “mas nós, economistas, temos que estar prontos para isso”.

alemosO economista Tiago Lemos explicou que entrou na UFRGS com 16 ou 17 anos e sempre teve o sonho de ser empreendedor. Abriu seu primeiro negócio com 17 anos de idade, a partir do que encontrava nos livros, mas que, apesar de funcionar com excelentes padrões de qualidade, não deu certo porque não entendia de gestão. Trabalhou na FEE, em bancos, no Sebrae e, sete anos depois, resolveu empreender novamente. “Aprendi que nem sempre que se constrói o melhor, tem-se a garantia de que se consegue manter os processos pré-organizados”, disse. Criou a Ventiur, que já investiu em 15 empresas e possui 50 investidores no Rio Grande do Sul e em outros estados brasileiros. A preocupação da Ventiur, hoje, é criar fundos de investimentos, analisar negócios de pequenas empresas que estão investindo no setor tecnológico, e fazer uma análise da equipe. Além disso, a Ventiur faz o smart-money, que ajuda e colabora com o crescimento das empresas, através do uso do network de seus investidores. Ressaltou a importância dos conceitos econômicos na compreensão dessas ações, mas disse que muito mais importante que isso é a multidisciplinaridade. “Independentemente do setor que estejas trabalhando ou estudando, tem que buscar conhecimentos que sejam transversais”. O economista disse, ainda, que a grande lição que vê no mundo do empreendedorismo são os valores, a essência, onde as pessoas desempenham suas atividades por amor. “Se o dinheiro tiver que vir, será por consequência”, afirmou, lembrando “com crise ou sem crise, o que faz realmente uma sociedade crescer são os empreendedores”.

aarturO economista Artur Frischenbruder explicou que começou a estudar a área quantitativa dentro do mercado de capitais durante três anos, quando passou a ser gestor de um fundo de investimentos. Lembrou que, naquela época, trabalhava, estudava estatística, matemática e ainda tinha que vender o fundo para alguns clientes, sentindo, logo em seguida, a necessidade de se aventurar mais. Foi quando, a partir de experiências para acalmar o seu cão beagle, passou a se interessar por um brinquedo que tivesse essa finalidade. Foi pesquisar o mercado e, depois de estudar o modelo americano de empreendedorismo, desenvolveu um projeto de brinquedo para pets, conseguiu um parceiro e investimentos, o que fez com que a empresa começasse a crescer. “Mais cedo ou mais tarde, a pessoa vai ter que ir para um cargo de inovação”, disse. “E, para quem quer abrir uma empresa, estude antes e teste bem o modelo de negócios, sem medo de errar. Este é o caminho”.

amichelyA estudante Michely Francy falou de seus sonhos quando adolescente e disse que, ao entrar na faculdade, seu grande objetivo era fazer um concurso para trabalhar em banco, mas que o tempo foi passando e foi, aos poucos, se colocando no mercado. “A gente entra com uma perspectiva de valor sobre as coisas, de buscar uma forma de fazer melhor aquilo que está sendo feito”, disse, lembrando que, após a conclusão de seu curso, sua meta é desenvolver sua atividade profissional na área privada, consciente de que “o mercado espera pelas pessoas que pensam, que tenham planejamento”.

A segunda edição do Corecon Acadêmico foi organizada pelo conselheiro do Corecon/RS, economista Aristóteles Galvão, e pela coordenadora do Curso de Ciências Econômicas da Fadergs, economista Cláudia Katherine Rodrigues. Participaram da plateia professores e estudantes da Faculdade.

 

Encontro dos Cursos 2017

 

Atenção, senhores Coordenadores de Cursos!

No dia 30 de outubro próximo expira o prazo para inscrever seu projeto para sediar o Encontro de Cursos 2017, que deverá acontecer no mês de maio. O projeto precisa explicitar a temática do evento e, mesmo depois de entregue o cronograma, ainda existe margem para eventuais alterações. Todas as faculdades podem encaminhar seus projetos, independentemente de já terem ou não sediado o evento.

Para o próximo ano, certamente teremos apoio para trazermos excelentes palestrantes.

Contamos com vocês e seus alunos para trazerem um projeto de excelência!

Maiores informações no telefone (51) 32542600 ou e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Corecon Acadêmico discute O Economista Empreendedor

O Curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Desenvolvimento do RS (Fadergs), em parceria com o Corecon/RS, realizam, nesta segunda-feira, dia 24, às 19h30min, no Auditório da Instituição (Rua Riachuelo, nº 1257), em Porto Alegre, a segunda edição do Corecon Acadêmico. Desta vez o debate será “O Economista Empreendedor”. O evento terá a participação dos economistas Leandro Lemos (ex-presidente do Corecon/RS, professor da PUCRS e sócio-diretor da Job & Labor Desenvolvimento), Artur de Castro Frischenbruder (CEO da Kynos Technologies) e Tiago Lemos (co-fundador e Diretor de Operações da Ventiur).

O debate será mediado pelo Jornalista Ricardo Ramos Carneiro da Cunha, Coordenador dos Cursos de Comunicação da Fadergs. O evento tem como objetivo discutir o mercado de trabalho do economista e seu relevante papel junto à sociedade. 

Previdência Social foi o tema do Economia em Pauta

 

“Previdência Social: verdades e mitos” foi a última edição do Economia em Pauta, ocorrido no dia 19 último, no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre. Participaram o vice-presidente do Corecon/RS, economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos, e o jornalista Felipe Vieira, da Rádio Guaíba, da TVU, e editor do blog Felipe Vieira. 

simone

O encontro foi aberto pela presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães, que falou sobre a importância do tema e agradeceu a presença dos palestrantes e da plateia. Simone Magalhães apresentou um breve histórico das recentes atividades da Entidade, entre elas a “Roda de Conversa” com os candidatos à prefeitura de Caxias do Sul, ocorrida naquele município, e convidou os presentes para o encontro da Entidade com os representantes das 257 Associações Comerciais do RS, na Federasul, além das demais edições do “Roda de Conversa”, com os candidatos de Canoas e Santa Maria, que acontecerão na próxima semana.

darcyauditorioO economista Darcy Carvalho dos Santos iniciou sua apresentação afirmando que o comprometimento crescente da receita com previdência social está conduzindo ao sistema compulsório de redução do tamanho do estado, já que tem provocado a escassez de recursos para o atendimento das demais funções de governo. “É o estado inchado e não o enxuto que se transformará em estado mínimo”, disse. Falou sobre as diferenças entre os regimes previdenciários existentes no Brasil, como o Regime Geral de Previdência Social (RGPPS), o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) e o Regime de Previdência Complementar. Explicou que o RGPPS reúne os trabalhadores vinculados ao INSS e que possui repartição simples, com caráter contributivo e de filiação obrigatória, e necessita de equilíbrio financeiro e atuarial para seu funcionamento. Também com caráter contributivo e de equilíbrio financeiro e atuarial, o RPPS é direcionado aos servidores públicos efetivos, enquanto que o Regime de Previdência Complementar, que reúne entidades abertas de previdência complementar, com fins lucrativos, assim como entidades fechadas de previdência complementar sem fins lucrativos e os fundos de pensão. Abordou os diferentes formatos de seus regimes financeiros, o equilíbrio do regime de repartição, o custo de transição de regimes e explicou o resultado financeiro dos principais regimes previdenciários e do Governo Central. Apresentou, ainda, uma análise histórica das contribuições previdenciárias no Brasil a partir de 1923, detalhando as regras dos principais benefícios do RGPS.

darcy5O economista abordou a situação previdenciária no Rio Grande do Sul, o Fundoprev, com foco nos casos de aposentadorias especiais, no impacto das regras previdenciárias e no Regime de Previdência Complementar. Através de quadros comparativos, enfocou a relação entre gastos previdenciários e a idade média de aposentadorias em alguns países, a taxa de mortalidade na infância, expectativa de vida e a variação populacional.

Darcy Carvalho dos Santos finalizou sua apresentação, elencando sugestões para amenizar a grave situação previdenciária do Brasil. No setor público, a elevação da idade mínima para 65 anos e do tempo de contribuição das aposentadorias especiais para 35 anos; acabar com toda acumulação e respeitar o teto constitucional; adotar imediatamente a média para efeito do cálculo dos proventos, em vez da integralidade e paridade, observando alguma regra de transição; manter a contribuição dos aposentados; e modificar os critérios de pensão por morte, de acordo com a nova legislação federal, Leil 13.125/2015. No Regime Geral (INSS), a sugestão é introduzir alguma modificação na aposentadoria rural, como aumento de idade mínima, limitando a apenas um cônjuge, sem contribuição, e levar em consideração a dificuldade de obter emprego após uma certa idade. “No futuro, os países terão três grandes problemas: poluição, água potável e previdência”, concluiu o economista.

felipeO jornalista Felipe Vieira apresentou uma análise sobre as chances de aprovação pelo Congresso Nacional das grandes reformas pretendidas pelo governo Temer. “A reforma da Previdência ficará para o próximo ano e o governo certamente enfiará goela abaixo do Congresso. O problema é que não se sabe ao certo o tamanho da reforma que será conseguida”, acrescentou. Lembrou que essa base do governo, normalmente movida a emendas compensatórias, não está muito preocupada com os movimentos populares de reação às futuras medidas, que venham a ser organizados por partidos de esquerda. Falou das expectativas do governo sobre uma recuperação da economia, e lembrou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) redução dos juros básicos da economia, de 14,25% para 14%, ressaltando que acredita numa redução ainda maior da taxa até o final deste ano. “Até julho ou agosto de 2017 será a última oportunidade de o governo fazer alguma reforma, quando as candidaturas, inclusive de dentro da base governista, começarão a ser lançadas”, afirmou. “Exceção, é claro, as reformas trabalhista e política, que não fazem parte dessa agenda”, acrescentou.

No final do evento, foi servido um coquetel aos presentes, com a cortesia da Água Mineral Sarandi, Vinícola Laurentia e Hotel Plaza São Rafael.

Também participaram do Encontro os ex-presidentes do Corecon/RS, Geraldo Fonseca e Lauro Henck, o ex-vice-presidente do Corecon/RS, Carlos Abel, o conselheiro Aristóteles Galvão e o ex-conselheiro Vladimir Alves.

 

Acesso aos gráficos apresentados no Encontro

 

Pagina 7 de 22