Economista Clovis Meurer é eleito presidente do Corecon-RS

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O economista Clovis Benoni Meurer foi eleito e empossado, na tarde de quinta-feira, dia 5, presidente do Corecon-RS. O economista Rogério Vianna Tolfo assumiu a vice-presidência. A eleição, para um mandato de um ano, ocorreu durante a primeira sessão plenária de 2017, na sede do Corecon-RS, em Porto Alegre. Assumem a direção da Entidade, em substituição aos economistas Simone Magalhães e Darcy Francisco Carvalho dos Santos, que ocuparam, ao longo de 2016, a presidência e vice-presidência, respectivamente.

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Durante a solenidade de posse, o economista Clovis Meurer agradeceu o apoio dos conselheiros e conclamou a todos “para, unidos, buscarem um crescimento maior da profissão e do Conselho”.

Clóvis Meurer é economista e administrador, com registro no Corecon-RS desde 1973. Possui especialização em Private Equity e Venture Capital e experiência de 35 anos no setor de Private Equity e Venture Capital, liderando mais de 100 operações, com vasto conhecimento em diversos setores, além da estruturação e captação de mais de 10 Fundos. Foi fundador e presidente da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP). É superintendente da Companhia de Participações (CRP) e membro da Associação dos Analistas e Profissionais de Mercado de Capitais da Região Sul (Apimec-Sul).

Rogério Tolfo é economista formado pela PUC-RS, com pós-graduação em gestão empresarial. Com registro no Corecon-RS desde 1998, é consultor econômico-financeiro, com atuação no mercado empresarial há mais de 20 anos nas áreas financeiras e de gestão. Atua em assessoria e consultoria na compra e venda de empresas e dissoluções societárias, elaboração de planos de negócios e valuation para fundos de investimento, projetos de investimentos de longo prazo e acesso a linhas de financiamento.

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Durante a reunião-plenária, assumiu o novo terço de conselheiros da Entidade, eleitos em outubro último, para o triênio 2017/19. São os economistas André Carraro, Rogério Vianna Tolfo, Simone Magalhães, Guilherme Stein, João Carlos Medeiros Madail e Victor de Fraga Sant’Ana. Como delegados eleitores junto ao Conselho Federal de Economia (Cofecon), assumiram os economistas Vladimir da Costa Alves e Bruno Breyer Caldas.

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Estiveram presentes na sessão-plenária os conselheiros Aristóteles Galvão, Bruno Breyer Caldas, Clovis Benoni Meurer, Darcy Francisco Carvalho dos Santos, Filipe Grisa, Guilherme Stein, Jorge Melo, Marcos Silla Maisonave,  Simone Magalhães, Rogério Vianna Tolfo, Victor Sant'Ana. Também participaram da solenidade o conselheiro federal Henri Wolf Bejzman e o ex-conselheiro Vladimir da Costa Alves.

 

NOTA DO CORECON-RS SOBRE A FEE

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O Conselho Regional de Economia do RS (Corecon-RS) vem por meio desta lamentar a decisão do Legislativo Estadual, tomada na madrugada desta quarta-feira, dia 21, pela extinção da Fundação de Economia e Estatística (FEE).

Entendemos que a grave crise pela qual o estado do Rio Grande do Sul vem passando exige decisões que venham recuperar novamente as condições financeiras do Estado, indispensáveis para o desenvolvimento da economia do RS e, consequentemente, para a melhoria da qualidade de vida de todos os gaúchos. E é justamente essa a nossa maior preocupação, quando sabemos que, para alcançar desenvolvimento e qualidade de vida, necessitamos de análises econômicas consistentes, construídas a partir de variáveis e indicadores que possibilitem as condições necessárias para entender as oscilações do mercado e, assim, traçar cenários e metas em busca da transformação desejada.

Portanto, cabe registrar as incertezas com o futuro a ser alcançado, a partir desta data, especialmente agora que não poderemos mais contar com a memória e o conhecimento científico, gerados pela nossa FEE, que sempre serviram de base para almejarmos as condições tão necessárias ao desenvolvimento do nosso estado.

 

Economista Simone Magalhães,

Presidente do Corecon-RS

Corecon-RS divulga vencedores do IV Concurso de Redação em Educação Financeira

 


O Corecon-RS divulgou, no dia 21 de dezembro, os vencedores do IV Concurso de Redação em Educação Financeira. Promovido pela entidade, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), o Concurso foi realizado junto aos alunos das escolas públicas e privadas dos níveis fundamental e médio no Rio Grande do Sul.

O Concurso tem como objetivo estimular e desenvolver junto aos estudantes a conscientização sobre a importância da economia e da educação financeira na vida do cidadão em nosso País.

Segundo o conselheiro Alfredo Meneghetti Neto, que é integrante da Comissão de Educação Financeira do Corecon-RS, esta edição do Prêmio "buscou resgatar a importância da consciência financeira no meio escolar do Rio Grande do Sul, desenvolvendo aprendizagens nessa área financeira, que tem demandado de forma crescente a intervenção de economistas, que se manifestam através de grandes encaminhamentos que o cidadao pode fazer na sua vida doméstica". 

Por iniciativas realizadas pelo na área de educação financeira, o Corecon-RS foi premiado, em novembro de 2015, pelo Conselho Nacional de Educação Financeira (Conef), com o Selo ENEF (Estratégia Nacional de Educação Financeira). Com a conquista, o Corecon-RS é a primeira entidade nacional representativa dos economistas a utilizar o Selo ENEF.

Maiores informações e confirmações de presença, através do fone (51) 32542608 ou do e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..


ENSINO FUNDAMENTAL

1º lugar:
Autora: Caroline Segatto Girardon
Tema: Educação Financeira: das relações entre conhecimento e prática
Profª Geanine Rambo
Escola: Fundação Educacional Machado de Assis
Santa Rosa/RS

2º lugar:
Autora: Isadora Bueno do Canto
Tema: Educação Financeira em casa e na Escola
Profª Cleci Sgorla da Silva
Escola: E.E. E. Médio Fundamental Nos. Senhora de Oliveira
Vacaria/RS

3º lugar:
Autora: Vitória de Conti
Tema: Educação Financeira: uma questão de investimento educacional
Profª Geanine Rambo
Escola: Fundação Educacional Machado de Assis
Santa Rosa/RS


ENSINO MÉDIO

1º lugar:
Autora: Mariéli da Silva Garcia
Tema: O caminho para um futuro sem divida
Profª Débora Knabben da Rosa
Escola: E.E. E. Fundamental Antonio José Lopes Jardim
Caçapava do Sul/RS

2º lugar:
Autor: Dionatan Leonardo L. Lugoch
Tema: Educação Financeira
Profª Débora Knabben da Rosa
Escola: E.E. E. Fundamental Antonio José Lopes Jardim
Caçapava do Sul/RS

3º lugar:
Autora: Natália Ambrósio
Tema: Novo momento, novas possibilidades, novas soluções
Profª Lígia Maria Machio
Escola: E.E. de Educação Básica Aratiba
Aratiba/RS

Economistas e jornalistas gaúchos recebem Prêmios Corecon/RS 2016

 


O Corecon/RS promoveu, no dia 8, no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre, a solenidade de entrega do “Prêmio Corecon/RS 2016”, do “Prêmio Economista do Ano” e dos prêmios “Economista Destaque do Ano” e “Docente Destaque do Ano”. Durante concorrida cerimônia, que lotou o auditório do Hotel, também foram homenageados o “Jornalista de Economia do Ano” e os vencedores do “Prêmio Reportagem de Economia 2016”, com as melhores reportagens de Economia de mídia impressa (jornal/revista), rádio e mídia digital, no Rio Grande do Sul. 
Na mesa, a diretora da Associação Rio-Grandense de Imprensa, jornalista Thamara da Costa Pereira, o secretário municipal de Gestão, Urbano Schmitt (representando o prefeito José Fortunati), a presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães, o conselheiro federal, economista Henry Bejzman, vice-presidente do Corecon/RS, economista Darcy Carvalho dos Santos.

A presidente Simone Magalhães abriu oficialmente a solenidade dando boas vindas aos presentes, e falou da satisfação de o Corecon/RS em poder realizar mais uma edição de entrega dos Prêmios. Lembrou o ano de dificuldades enfrentadas pelas economias do país e do Rio Grande do Sul, “que soube exigir de todos nós, economistas, esforço e reflexão para entendê-lo e muita sabedoria e paciência para explicar a complexidade de seus acontecimentos”. Disse que se trata de uma noite festiva, que reúne, através da riqueza de pensamentos, estudos e pesquisas, a busca da compreensão sobre os incansáveis desdobramentos da história do pensamento econômico. “O que temos hoje aqui, de um lado, é o resultado de muito trabalho e dedicação, que envolveu diretamente universidades, docentes, círculo profissional e familiares. De outro, o produto das diferentes ações do mundo econômico. O desafio diário de receber a informação e de transmitir, de forma clara e objetiva, a realidade que ela representa, assim como seus impactos, no dia a dia da sociedade”, acrescentou. Agradeceu o apoio dos conselheiros na conquista de grandes avanços alcançados em benefício da categoria, durante sua gestão e lembrou a aproximação cada vez maior do Corecon com os estudantes e os cursos de Economia e o estreitamento de parcerias, alcançado durante as visitas às principais instituições públicas e privadas do RS. “Foi a legitimação de mais espaço para atuação do nosso economista e, consequentemente, do fortalecimento cada vez maior da nossa profissão”. Lembrou com tristeza a morte do jornalista Danilo Ucha, ocorrida em julho deste ano, e agradeceu o apoio dos conselheiros e servidores “pelo desafio de cada dia, na busca pela construção de um Conselho mais aberto e receptivo, que atenda às reais necessidades e anseios de cada um dos nossos Economistas”.


Prêmio Corecon/RS 2016

Monografias

1º lugar

“A racionalidade na tomada de decisão: um experimento para avaliar o efeito de cenários econômicos da decisão dos eleitores em uma eleição presidencial”

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Tiago Alves e Ingrid Leiria

Autora
Ingrid Rafaela Rodrigues Leiria (Corecon/RS Nº 8383)
Orientador
Tiago Wickstrom Alves (Corecon/RS Nº 4901)
Universidade
Unisinos

 

2º lugar

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Izete Bagolin e Bianca Lima


“Desigualdade e oportunidade: uma análise para a Região Metropolitana de Porto Alegre
ao longo da década de 2000”

Autor
Bianca dos Santos de Lima (Corecon/RS Nº 8482)
Orientadora
Izete Pengo Bagolin (Corecon/RS Nº 7597)
Universidade
PUCRS

 

3º lugar

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Alexandre Stein e Pedro Fonseca

“Desenvolvimento do primeiro governo Dilma: internacionalidade, capacidades políticas e financeirização”
Autor
Alexandre de Queiroz Stein (Corecon/RS Nº 8485)
Orientador
Pedro Cesar Dutra da Fonseca (Corecon/RS Nº 3263)
Universidade
UFRGS

 

Dissertações de Mestrado

 

1º lugar

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Ronaldo Herlein Jr e Henrique Grazziotin

“Sistema de Crédito, Ciclos Industriais e Institucionalidade Financeira: uma sistematização
da teoria monetária e financeira de Marx”

Autor
Henrique de Abreu Grazziotin (Corecon/RS Nº 8060)
Orientador
Ronaldo Herrlein Júnior (Corecon/RS Nº 4889)
Universidade
UFRGS


2º lugar

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Tadeu Lélis e Sabrina Bredow


“O ciclo de alta recente dos preços das Commodities e o efeito na entrada de Capitais externos no Brasil”

Autor
Sabrina Monique Schenato Bredow (Corecon/RS Nº 8108)
Orientador
Marcos Tadeu Caputi Lélis (Corecon/RS Nº 7589)
Universidade
Unisinos


Artigos

1º Lugar

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Mauricio Saraiva e conselheiro Bruno Caldas

“Os determinantes da criminalidades nos municípios gaúchos: evidências de um modelo econométrico espacial”
Autor
Mauricio Vitorino Saraiva (Corecon/RS Nº 8150)
Co-autor
Otavio Canozzi Conceição
Marco Túlio Aniceto Franca (Corecon/PR Nº 7705)

 

2º Lugar

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Conselheiro Antonio da Luz e Clarissa Black

“A recessão brasileira em 2015 e seu efeito conjuntural sobre as Importações”
Autor
Clarissa Black (Corecon/RS Nº 7850)
Co-autor
Fernando Maccari Lara

3º Lugar

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Conselheiro Aristóteles Galvão e Roberto Uebel

“Imigração também é economia: Os aportes da história econômica e da geoeconomia
para análise dos primórdios da imigração no Brasil”

Autor
Roberto Rodolfo Georg Uebel (Corecon/RS Nº 8074)
Co-autor
Rita Inêz Paetzhold Pauli

 

Prêmio Reportagem de Economia 2016

Numa promoção do Corecon/RS, com o apoio da ARI e do Sindjornrs, os prêmios de Reportagem de Economia têm como objetivo valorizar trabalhos jornalísticos produzidos sobre a economia gaúcha, por profissionais em atividade no Estado, nas áreas da mídia impressa (jornais/revistas), radiojornalismo e mídia digital.

Mídia Impressa (Jornal/Revista)

1º Lugar

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Diretora da ARI, Thamara Pereira, e Danton Jr

"A volta do Fator Argentina"
Jornalista Danton Jr
(Correio do Povo)


2º Lugar

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Conselheiro Filipe Grisa e Guilherme Daroit, do JC 

“M.Grupo atrasa obras e provoca incertezas”
Jornalista Patrícia Comunello
(Jornal do Comércio)


Menção Honrosa

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Conselheiro Clóvis Meurer e Cíntia Marchi

“Cenários de restrições”
Jornalista Cíntia Marchi (Correio do Povo)


Radiojornalismo

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Eduardo Matos  e Darcy Carvalho dos Santos 

“Os desafios do emprego na crise”
Jornalista Eduardo Matos (Rádio Gaúcha)


Mídia Digital (On Line)

1º Lugar

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Darcy Carvalho dos Santos e Bruna Oliveira

“Lojas chineses se multiplicam no centro de Porto Alegre”
Jornalista Bruna Oliveira
(Jornal do Comércio)


2º Lugar

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Milton Biazus e Guilherme Daroit

“Mais de mil pessoas disputam vagas”
Patrícia Comunello
(Jornal do Comércio)


Jornalista de Economia do Ano


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Simone Magalhães, Thamara  Pereira, Marta Sfredo e Glei Soares (ARI)

Jornalista Marta Sfredo
(Jornal Zero Hora)

A jornalista Marta Sfredo, de Zero Hora, recebeu o “Prêmio Jornalista de Economia do Ano” das mãos da presidente Simone Magalhães e dos diretores da ARI, jornalistas Thamara Pereira e Glei Soares. O Prêmio visa homenagear um jornalista, do Rio Grande do Sul, que tenha se destacado por sua atuação na área econômica.

foto19Marta Sfredo agradeceu ao Corecon, a ARI e ao Sindicato dos jornalistas pela escolha de seu nome e falou sobre o dia a dia da redação da economia e a relação com as fontes da área econômica. Utilizou, como analogia, o exemplo do grande número de variáveis, muitas delas complexas, com que os economistas trabalham para chegar à conclusão de um determinado fato econômico para agradecer aos economistas, “fontes indispensáveis para transmitirmos, diariamente, a informação de que o leitor e o ouvinte necessitam”.


Homenagem ao jornalista Danilo Ucha

(in memoriam)

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Sérgio Lagranha, Darcy Carvalho dos Santos e Simone Magalhães

O jornalista Sérgio Lagranha recebeu o Prêmio das mãos da presidente Simone Magalhães e do vice-presidente Darcy Carvalho dos Santos.

foto21O jornalista Sérgio Lagranha afirmou que se trata de uma honra muito grande estar ali recebendo uma homenagem, em nome do seu “grande colega, parceiro e amigo Danilo Ucha”. Lembrou que trabalharam juntos, por muitos anos, nas redações de Zero Hora, Gazeta Mercantil e Jornal do Comércio. Disse que Danilo Ucha tinha uma paixão muito grande por economia do Rio Grande do Sul e que, em função disso, era detentor de um banco de dados riquíssimo sobre a economia regional. “E por essa paixão, e por sua dedicação, deixa uma lacuna muito grande no jornalismo econômico do Rio Grande do Sul”, concluiu.

 


Prêmio Docente Destaque do Ano

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Conselheiro federal Henry Bejzman e Tiago Alves

Tiago Wickstrom Alves
(Corecon/RS Nº 4901)

O professor Tiago Wickstrom Alves recebeu o “Prêmio Destaque Docente do Ano”, que é conferido aos professores de Economia, orientadores de trabalhos de monografias que tenham se destacado.

foto23Tiago Alves agradeceu ao Corecon/RS e aos economistas que compuseram a Comissão Julgadora dos Prêmios, assim como as seus alunos.

 

 

 

 


Prêmio Economista Destaque do Ano

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Darcy Carvalho dos Santos e Ário Zimmermann

Economista Ário Zimmermann
(Corecon/RS nº 1915)

O ex-presidente do Corecon/RS e professor da UFRGS, economista Ário Zimmermann, recebeu o “Prêmio Economista Destaque do Ano”, homenagem outorgada aos profissionais de Economia que têm destaque ao longo de sua vida profissional. O vice-presidente do Conselho, economista Darcy Carvalho dos Santos fez a entrega do Prêmio.

foto25Ário Zimmermann agradeceu ao Corecon e parabenizou os agraciados e seus familiares, dizendo que, para ele, era uma honra muito grande estar entre os agraciados. Neto de agricultores, apresentou uma retrospectiva de sua vida na cidade de Panambi, onde nasceu, e em Chapecó, onde foi morar com sua família ainda criança. Anos depois, ao vir para Porto Alegre, passou a residir em uma Casa de Estudantes, a partir de quando iniciou sua vida na Universidade, como estudante, e, mais tarde, como professor. “A sala de aula foi e é um dos grandes palcos da minha vida”, disse. Falou sobre o cenário acadêmico dos anos 70 e de suas passagens profissionais por órgãos públicos, como FEE e Secretaria do Planejamento, até prestar concurso público na Secretaria Estadual da Fazenda. Falou sobre suas passagens pela Secretaria, onde ocupou o cargo de diretor de Orçamento e de secretário Substituto, e destacou três períodos importantes, que foram as privatizações, a renegociação da dívida do Estado com a União e sua participação como Secretário de Estado da Fazenda, 2006, quando se aposentou no Estado. Concluiu sua fala abordando as dificuldades financeiras por que passam o Estado e apresentou uma análise sobre as causas estruturais que fizeram com que se chegasse a esta situação.

 

Prêmio Economista do Ano

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Simone Magalhães e Patrícia Palermo

Economista Patrícia Ullmann Palermo
(Corecon/RS Nº 6589)

A economista Patrícia Palermo recebeu o “Prêmio Economista do Ano” das mãos da presidente Simone Magalhães, um reconhecimento a economistas que tenham se destacado por sua contribuição no fortalecimento do desenvolvimento econômico regional ou nacional, através de análises críticas e inovadoras sobre assuntos relevantes e de interesse público. Os candidatos ao “Prêmio Economista do Ano” são indicados por entidades públicas, privadas, universidades e entidades de categoria, como associações e sociedades, entre outras, sediadas no Rio Grande do Sul. A Comissão Julgadora é independente e formada por nove economistas com atuação profissional no âmbito do Rio Grande do Sul, sendo três representantes do setor público, três do setor privado e três do setor acadêmico.

foto27“É com imensa alegria, gratidão e humildade que eu recebo este Prêmio. Para mim, em 2016, receber esse título assume uma dimensão especial”, afirmou a economista Patrícia Palermo. Explicou que foi um ano muito difícil, em função de grave doença que a acometera, mas que em momento algum abriu mão de seus compromissos profissionais. “A profissão que se mistura com minha própria vida e que, em grande parte, define quem eu sou”, afirmou. A economista falou sobre a rotina da docência em sua vida e disse que iniciou sua vida profissional, como economista, acompanhando as finanças públicas estaduais e federais. Falou sobre a importância da clareza, objetividade e simplicidade na linguagem do economista quando transmite à sociedade suas análises sobre os problemas mais relevantes da economia brasileira. “Precisamos abrir mão dos ranços”, disse, alertando para aos jovens para a necessidade de criticar práticas e políticas equivocadas. “Precisamos abandonar o politicamente correto e assumir que necessitamos mudanças. Mesmo que, para isso, todos precisemos perder um pouco para que a sociedade inteira possa ganhar”, afirmou. A economista finalizou sua fala agradecendo à Assessoria Econômica da Fecomércio, a FIERGS, a SPM, a São Francisco de Assis, a Uniritter, a Perestroika, entidades em que leciona.

Também participaram da solenidade de premiação os conselheiros Alfredo Meneghetti Neto, Antonio da Luz, Aristóteles Galvão, Bruno Breyer Caldas, Clóvis Meurer, Filipe Grisa e Rogério Tolfo, o conselheiro federal Henry Bejzman, os ex-presidentes do Corecon/RS, economistas Antonio Carlos Brites Jaques, Geraldo Fonseca, Lauro Renck e Pedro Cezar Dutra Fonseca, o ex-conselheiro Vladimir Alves, o presidente da Ecoserra, economista Carlos Wanderlei da Silva, e o delegado do Corecon/RS em Caxias do Sul, Milton Biazus, além de autoridades, coordenadores de cursos, professores e estudantes de universidades gaúchas. O evento também teve a presença vice-presidente da Fecomercio, Leonardo Schreiner, do ex-reitor da UFRGS, professor Carlos Alexandre Neto, e da diretora do Departamento de Justiça do RS, economista Ana Maria Severo.

Após a solenidade, foi servido um coquetel aos presentes, com o patrocínio de "Água Mineral Sarandi”, “Laurentia Vinhedos do Brasil” e “Hotel Plaza São Rafael".

Comissões Julgadoras:
Prêmio Corecon/RS Monografias: prof. Cleide de Fátima Moretto (UPF), prof. Guilherme Guimarães (UNISC), prof. Luciana Andrade Costa (Unisinos), prof. Rogério Franca (UCS), prof. Rodrigo Nobre Fernandez (UFPel).
Prêmio Corecon/RS Dissertações de Mestrado: prof. Gustavo Inácio de Moraes (PUCRS), prof. Janaina Ruffone (Unisinos), prof. Ivan Colangelo Salomão (UFRGS).
Prêmio Corecon/RS Artigos Técnicos ou Científicos: prof. Izete Pendo Begolin (PUCRS), prof. Luciana de Andrade Costa (Unisinos), prof. Carlos Schonerwald (UFRGS).
Prêmio Reportagem de Economia 2016: jorn. Milton Simas Junior (presidente do Sindjorn), jorn. Jorge Correa (diretor do Sindjorn), jorn. Thamara da Costa Pereira (diretora da ARI), jorn. Glei Soares (diretor da ARI), econ. Simone Magalhães (presidente do Corecon/RS).
Prêmio Economista do Ano: economistas Mauro Salvo (Banco Central), Liderau dos Santos Marques Jr (FEE) e Irany de Oliveira Sant’Anna (vice-pres Banrisul), pelo Setor Público; economistas Antonio Carlos Brites Jaques (Instituto Matriz Ltda), Alexandre Englert Barbosa (Sicred) e Antonio Malta Neves (Rede Plaza Hoteis), pelo setor privado; economistas Milton André Stella (PUCRS), Flávio Comim (UFRGS), Cláudia Katherine Rodrigues (Fadergs), pelo setor acadêmico.

Fotos Cau Guebo

Acesse a Galeria de Fotos do evento, no link 

NOTA DO CORECON/RS - A importância da FEE para o desenvolvimento do RS

 

O Conselho Regional de Economia do RS (CORECON-RS) vem por meio desta nota explicitar a sua posição com relação à possibilidade de extinção das atividades realizadas pela FEE. Entendemos que a crise financeira pela qual o governo estadual está passando é grave. A disposição do governo estadual em tentar solucionar a crise mostra-se acertada mas é necessária a ampliação do debate, com vistas a melhorar a qualidade e a eficiência dos serviços de utilidade pública.

Algumas áreas do Estado possuem um papel primordial na definição de políticas públicas, bem como na correta tomada de decisões. Instituições de pesquisa e estatística públicas são importantes para qualquer governo que tenha a necessidade de entender o seu contexto regional, existindo em estados do Brasil como, por exemplo, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro e em países como os Estados Unidos, Alemanha e Argentina, somente para citar alguns. A Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser completou 43 anos e remete a um sistema regional de estatística que existe desde o século XIX. Esta emprega 37 doutores e 94 mestres, sendo mais de 60 economistas. Seus trabalhos são uma atividade de Estado, e possuem a isenção e credibilidade que só é possível obter devido ao seu caráter Fundacional e autonomia com relação aos diferentes Governos.

É essencial que o foco do governo seja em melhorar a qualidade e a eficiência dos serviços de utilidade pública. Para tanto, são necessárias informações de qualidade e credibilidade, bem como auxílio de pesquisadores qualificados e capacitados no que no que tange à economia regional. Assim, o CORECON-RS entende que a descontinuidade dos trabalhos realizados pela FEE prejudicará permanentemente a capacidade do governo, da iniciativa privada e da sociedade em tomar decisões acertadas.

 

Conselho Regional de Economia do RS
Economista Simone Magalhães,
Presidente.

Corecon/RS entrega Prêmios nesta quinta-feira, no Plaza

 

O Corecon/RS promove, nesta quinta-feira, dia 8, às 20 horas, no Hotel Plaza São Rafael (Av. Alberto Bins, 514), em Porto Alegre, a solenidade de entrega do “Prêmio Corecon/RS 2016”, o “Prêmio Economista do Ano” e o “Destaque em Economia 2016”. Na oportunidade, também serão entregues o “Prêmio Jornalista de Economia do Ano” e o “Prêmio Reportagem de Economia 2016”, que homenageia os autores das melhores reportagens de Economia de jornal, rádio e mídia digital.

Prêmio Economista do Ano – Economista Patrícia Palermo
Prêmio Economista Destaque do Ano – Economista Ário Zimmermann

Vencedores Prêmio Corecon/RS 2016

Dissertações de Mestrado

1º Lugar

Título: “Sistema de Crédito, Ciclos Industriais e Institucionalidade Financeira: uma sistematização da teoria monetária e financeira de Marx”
Autor: Henrique de Abreu Grazziotin (Corecon/RS Nº 8060)
Orientador: Ronaldo Herrlein Júnior (Corecon/RS Nº 4889)
Universidade: UFRGS

2º Lugar

Título: “O ciclo de alta recente dos preços das Commodities e o efeito na entrada de Capitais externos no Brasil”
Autor: Sabrina Monique Schenato Bredow (Corecon/RS Nº 8108)
Orientador: Marcos Tadeu Caputi Lélis (Corecon/RS Nº 7589)
Universidade: Unisinos


Monografias ou Trabalhos de Conclusão de Curso

1º Lugar

Título: “A racionalidade na tomada de decisão: um experimento para avaliar o efeito de cenários econômicos da decisão dos eleitores em uma eleição presidencial”
Autora: Ingrid Rafaela Rodrigues Leiria (Corecon/RS Nº 8383)
Orientador: Tiago Wickstrom Alves (Corecon/RS Nº 4901)
Universidade Unisinos

2º Lugar

Título: “Desigualdade e oportunidade: uma análise para a Região Metropolitana de Porto Alegre ao logo da década de 2000”
Autor: Bianca dos Santos de Lima (Corecon/RS Nº 8482)
Orientadora: Izete Pengo Bagolin (Corecon/RS Nº 7597)
Universidade: PUCRS

3º Lugar

Título: “Desenvolvimento do primeiro governo Dilma: internacionalidade, capacidades políticas e financeirização” 
Autor: Alexandre de Queiroz Stein (Corecon/RS Nº 8485)
Orientador: Pedro Cesar Dutra da Fonseca (Corecon/RS Nº 3263)
Universidade: UFRGS


Artigos Técnicos ou Científicos

1º Lugar

Título: “Os determinantes da criminalidades nos municípios gaúchos: evidências de um modelo econométrico espacial”
Autor: Mauricio Vitorino Saraiva (Corecon/RS Nº 8150)
Co-autor: Otavio Canozzi Conceição
Marco Túlio Aniceto Franca (Corecon/PR Nº 7705)

2º Lugar

Título: “A recessão brasileira em 2015 e seu efeito conjuntural sobre as Importações”
Autor: Clarissa Black (Corecon/RS Nº 7850)
Co-autor: Fernando Maccari Lara

3º Lugar

Título: “Imigração também é economia: Os aportes da história econômica e da geoeconomia para análise dos primórdios da imigração no Brasil”
Autor: Roberto Rodolfo Georg Uebel (Corecon/RS Nº 8074)
Co-autor: Rita Inêz Paetzhold Pauli

Vencedores dos prêmios Jornalista do Ano e Reportagem de Economia 2016

Prêmio Jornalista do Ano – Jornalista Marta Sfredo (Zero Hora)

Prêmio Reportagem de Economia do Ano

Mídia Impressa (Jornal/Revista)
1º Lugar – Jornalista Danton Jr (Correio do Povo)
2º Lugar – Jornalista Patrícia Comunello (Jornal do Comércio)
Menção Honrosa – Jornalista Cíntia Marchi (Correio do Povo)

Radiojornalismo
Eduardo Matos (Rádio Gaúcha)

Mídia Digital (On Line)
1º Lugar - Bruna Oliveira (Jornal do Comércio)
2º Lugar - Patrícia Comunello (Jornal do Comércio)

Menção In Memorian
Danilo Ucha

Cofecon disponibiliza nova edição da Revista Economistas

 

O Cofecon está disponibilizando a edição de nº 22 da Revista Economistas, que apresenta, como destaque, o tema “A PEC 55/SF congela os gastos não-financeiros da União por 20 anos. Economistas brasileiros debatem o projeto do governo”. A Revista apresenta, ainda, os artigos “PEC 241/55: Redução do Estado, aumento da desigualdade”, de autoria dos economistas Úrsula Dias Peres e Fábio Pereira dos Santos, “Regime Geral de Previdência Social: há equilíbrio sustentável?”, de Luciano Fazio, “O novo desenvolvimentismo e a necessidade urgente de construção de uma estratégia nacional de desenvolvimento”, de Ana Cláudia Arruda Laprovitera, entre outros temas.

A publicação contém, ainda, o documento “Carta dos Economistas brasileiros reunidos em Natal” e a nota técnica “Para além da PEC 241/2016”, além das reportagens “PEC 241/55: Cofecon promove debate econômico”; “Novas oportunidades de atuação para economistas acompanham tendências globais”; “Ensino de finanças nas escolas pretende formar uma geração mais consciente”; “Cofecon realiza Desafio para estudantes de Ensino Médio”; “O ensino de Economia no Brasil (ANGE)” e “Feneco – o que vem por aí”. Também foram publicadas resenhas sobre novos livros. O conselheiro federal Luiz Alberto Machado escreveu sobre a obra Trópicos Utópicos, do economista Eduardo Giannetti; e a conselheira Celina Ramalho sobre o livro The sharing economy: the end of employment and the rise of crowd-based capitalism, de Arun Sundararajan.

A edição nº 22, da Revista Economistas, pode ser acessada pelo link 
http://www.coreconrs.org.br/pdf/revistas/revistaeconomistas22dezembro2016.pdf

Brum Torres critica plano de extinção da FEE

"Extinguir a FEE é, no mínimo, retirar uma parte significativa da inteligência
em matéria econômica e social de que o Estado tanto precisa",
diz Brum Torres

O Salão Acácia do Hotel Plaza São Rafael ficou totalmente lotado, na noite da última terça-feira, dia 29, para a última edição do ano do Economia em Pauta, que abordou a importância da FEE para a sociedade gaúcha. O ex-secretário do Estado do Planejamento nos governos de Antonio Britto e Germano Rigotto, João Carlos Brum Torres, o conselheiro do Corecon/RS e pesquisador em Economia da Fundação de Economia e Estatística, economista Bruno Breyer Caldas, e a jornalista Patrícia Comunello, do Jornal do Comércio, falaram para um público formado por ex-presidentes e conselheiros do Corecon/RS, ex-secretários de Estado, professores, profissionais liberais, além de servidores da FEE, tradicional instituição de pesquisa do Rio Grande do Sul, que vem sendo incluída nos planos do governo de José Ivo Sartori como um dos prováveis órgãos a serem extintos.

O evento foi aberto pela presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães, que lembrou aos presentes os nomes de Patrícia Palermo, escolhida Economista do Ano, e de Ário Zimmermann, o Economista Destaque de 2016, e fez o convite para a solenidade de outorga dos Prêmios Corecon/RS 2016, a ser realizada no dia 8 de dezembro próximo, no Hotel Plaza São Rafael. Ao apresentar o curriculum dos palestrantes, Simone ressaltou a necessidade do pacote encaminhado pelo governo do Estado à Assembleia Legislativa, como forma de conter a crise das finanças do Rio Grande do Sul e lembrou a importância dos trabalhos e pesquisas realizados pela FEE, “como forma de preservar a memória e garantir o futuro, através de seus subsídios aos setores público e privado e, mesmo, a toda a sociedade”.

brunoBruno Caldas iniciou sua apresentação, demonstrando, através de gráficos e tabelas, toda a produção, em nível de indicadores, periódicos, estudos e pesquisas, realizadas pela FEE. Disse que o orçamento da instituição sofreu uma queda real de 50% em 2016 em relação ao ano anterior, caindo de 0,13% para 0,06% do orçamento global do estado, e que o número de servidores reduziu em 25%, caindo de 239 em 2011 para 178 em 2016. Lembrou que, considerando os 52 servidores estatutários, que custam ao Estado em torno de R$ 13 milhões, e os 14 celetistas que possuem estabilidade por força da Constituição Estadual de 1988 e que também se encontram em fase de aposentadoria, a FEE possui hoje um quadro de 112 servidores em regime de CLT. “Então, diante de eventual extinção do órgão, a economia para o Estado não será de R$ 30,9 milhões como o governo vem anunciando, mas de R$ 17,2 milhões, que é o custo real da instituição”, ressaltou.

Elencou uma série de trabalhos e projetos de pesquisa na área de assessorias e demandas institucionais, que são elaborados pela FEE sem custo para fundações, secretarias e autarquias do Estado, para atender exigências legais ou, mesmo, para otimizar a eficiência de seus serviços. Disse que se tratam de projetos que teriam um alto custo para o Estado, diante de eventuais contratações de consultorias privadas através de processos licitatórios. Relacionou, também, os indicadores e trabalhos de largo alcance produzidos pela Instituição, considerados fundamentais para o subsídio a decisões governamentais e da iniciativa privada, como o PIB estadual e municipal, a Matriz Insumo-Produto (MIP), o Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese), os Indicadores do Agronegócio, o Sistema de Exportações (SisEsp), a Avaliação dos planos estratégicos dos Coredes, entre outros. Falou, ainda, sobre os desafios para os próximos anos, como continuidade do atendimento às demandas do Estado, aumento de receita, entre outros.

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“Eu jamais imaginei que, um dia, teria que me envolver num debate sobre a extinção de uma instituição de pesquisa como a FEE”, afirmou o ex-secretário João Carlos Brum Torres. Disse que, embora em algum momento tivesse ouvido rumores nesse sentido, sempre pensou que esse era um assunto que não prosperaria. Explicou que, em primeiro lugar, porque lhe parecia evidentemente insensato pensar que o enfrentamento da gravíssima situação fiscal do Estado poderia depender da supressão de instituições, como a FEE, cuja participação percentual no gasto público só se torna visível duas casas decimais depois da vírgula. Também, porque jamais acreditou que a relevância de o Estado possuir “uma acreditada e tradicional agência geradora de informações estatísticas e interpretativas sobre a economia e a sociedade gaúcha poderia vir a aparecer para pessoas esclarecidas como um penduricalho inútil, cujo fim é urgente e que precisa ser festejado”.

O ex-secretário lembrou de uma série de estudos e levantamentos estatísticos produzidos pela FEE e do acervo construído pela Instituição ao longo de seus 43 anos. Disse que, no Século XXI, ter informações, com critérios técnicos, isenção política e com uma linha de continuidade histórica, sobre a realidade socioeconômica, é um requisito básico e elementar para qualquer projeto ou iniciativa que se queira fazer com conhecimento e responsabilidade no setor público ou no privado. “Terminar com essa Instituição é, no mínimo, termos descontinuadas séries e levantamentos de informações constituídos ao longo de décadas, colocando fora, assim, um capital científico e cultural a um custo financeiro irrelevante para o Estado”. Disse que compreende a necessidade que o governo do Estado tem de tomar providências que venham melhorar seu desempenho financeiro e a situação de caixa, e criticou o fato de as ideias de sacrifício de austeridade no setor público recaírem, historicamente, somente sobre o poder executivo, sem serem compartilhadas pelos demais poderes. Abordando as dificuldades financeiras por que passam a União, os estados e os municípios, disse que a capacidade de autonomia financeira dos estados vem diminuindo nos últimos anos e que “a estrutura federativa do país, não obstante cláusula pétrea da Constituição, a cada dia que passa mais claramente ser revela como uma peça de ficção”. Lembrou que, mesmo na época em que ocupara o cargo de Secretário de Estado, quando a situação das finanças estaduais não era tão grave e não ocorria uma série tão grande de variação negativa do PIB estadual, o que podia ser feito era manter com certa regularidade o funcionamento básico dos serviços públicos. “Mesmo assim, já era notória a grande limitação dos investimentos em infraestrutura, assim como restrita a possibilidade de implementar a melhora qualitativa e qualitativa dos grandes serviços sociais nas áreas da educação, da saúde, da segurança e da assistência social”.

Brum Torres elogiou as iniciativas de divulgação e esclarecimentos ao Governo, à classe política e à sociedade como um todo, sobre a relevância da produção que vem sendo desenvolvida pela FEE, “de forma que as decisões a serem tomadas não sejam descoladas de fundamentações plausíveis”. Ressaltou que a falta de qualificação dos quadros técnicos nas mais variadas áreas do estado tem provocado, ao longo do tempo, uma restrição na inteligência disponível do setor público gaúcho, fazendo com que as discussões ali travadas venham perdendo densidade e racionalidade, ficando cada vez mais balizadas por ações de curtíssimo prazo e focadas na resolução de problemas de caixa. “Discussões que muitas vezes são orientadas por consultorias cujo conhecimento da área pública é superficial e externo, descompromissado com o legado das gerações passadas e cego para o reaparecimento de necessidades que, sendo permanentes, logo terão que ser novamente atendidas”. Ressaltou que muito embora a gravidade da crise das finanças públicas torne compreensível a prioridade das questões financeiras, é preciso entender que o Governo do Estado é uma instituição permanente e que um órgão como a FEE é instrumento institucional que atende às necessidades de informações estatisticamente estruturadas sobre a realidade econômica e social do Rio Grande do Sul, “que foram úteis no passado, que são úteis no presente e que continuarão indispensáveis no futuro”. Para Brum, abrir mão de uma instituição dessa natureza em troca de um benefício de caixa irrelevante é ignorar os interesses permanentes, não só do setor público, mas da sociedade gaúcha. "Tenho certeza de que no Estado existem muitas pessoas, a começar por nossos representantes na Assembléia Legislativa, e mesmo no âmbito do Poder Executivo, que, se devidamente informadas, serão capazes de reconhecer que é preciso ter uma avaliação mais ponderada de medidas como a da extinção da FEE.”

patriciaA jornalista Patrícia Comunello iniciou sua apresentação fazendo referência à citação do professor Brum Torres de que o Estado estaria abrindo mão de parte de sua inteligência. Disse que se percebe nas pessoas, de uma forma geral, certa indisponibilidade ou indiferença para discutir a importância das instituições que se encontram na lista do governo para extinção. Ressaltou que, ao deparar-se com o conteúdo do pacote de medidas para enfrentar a crise financeira do Rio Grande do Sul, mais especificamente as medidas de extinção das nove fundações, teve dificuldades para conseguir justificativas específicas de cada instituição, além dos objetivos já apresentados pelo Governo em seu projeto, como enxugamento da estrutura administrativa, modernização da gestão, entre outros. “A minha dúvida é sobre o nível de informações e subsídios que os deputados, que votarão o projeto encaminhado pelo Executivo, terão sobre cada uma das fundações”, alertou, lembrando que percebe uma quase esquizofrenia por parte de integrantes do governo em resolver, de qualquer maneira, as finanças do estado. “O governo deve tomar medidas de ajuste das finanças públicas do estado, até porque a situação é muito grave. Mas acho que poderiam prestar atenção em alguns detalhes.” Para ela, o estado poderia, em vez de fechar fundações, buscá-las para construir saídas, seja em análise de setores (FEE), inovação/tecnologia (Cientec/Fepagro), comunicação e educação (Piratini/FZB).

Patrícia Comunello criticou, ainda, a defasagem de dados existentes nos sites de algumas secretarias e órgãos públicos.

Após o evento, foi servido um coquetel aos presentes, com a cortesia da Água Mineral Sarandi, Vinícola Laurentia e Hotel Plaza São Rafael.

Estiveram presentes nesta edição do Economia em Pauta o vice-presidente do Corecon/RS, economista Darcy Carvalho dos Santos, o conselheiro Aristóteles Galvão, os ex-presidentes da Entidade, Álvaro Louzada Garcia, Ário Zimmermann, Fernando Ferrari Filho, Lauro Renck e Maria Aparecida Grendene de Souza, além do ex-conselheiro Wladimir Alves.

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A importância da FEE para a sociedade gaúcha é tema do Economia em Pauta

 “A importância da FEE para a sociedade gaúcha” será o tema do Economia em Pauta, que acontecerá nesta terça-feira, dia 29, às 18h30min, no Hotel Plaza São Rafael (Av. Alberto Bins, 514). Os palestrantes serão João Carlos Brum Torres (ex-secretário do Planejamento dos governos de Antonio Britto e Germano Rigotto), Bruno Breyer Caldas (Economista, conselheiro do Corecon/RS e Assessor da Presidência da FEE), e a jornalista Patrícia Comunello (Jornal do Comércio de Porto Alegre).

Será fornecido um certificado de 2 horas complementares aos estudantes que participarem do evento.

No final do evento, será servido um coquetel aos presentes, com a cortesia da Água Mineral Sarandi, Vinícola Laurentia e Hotel Plaza São Rafael.

Entrada gratuita!

Informações e reservas pelo fone (51) 3254.2608 ou pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Corecon/RS divulga Jornalista de Economia do Ano e melhores reportagens de Economia de 2016


A jornalista Marta Sfredo, do jornal Zero Hora, foi premiada com o título “Jornalista de Economia do Ano”, concedido pelo Conselho Regional de Economia do RS (Corecon/RS), com o apoio da Associação Rio-Grandense de Imprensa (ARI) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do RS (Sindjors). O “Prêmio Corecon/RS Jornalista de Economia do Ano” tem como objetivo homenagear um jornalista, devidamente registrado no Sindicato dos Jornalistas do RS, colunista, repórter, editor de economia, comentarista econômico, de mídia eletrônica ou digital, que se destacou na sua área de atuação durante o ano. A escolha é feita por membros da ARI, do Sindjors, do Corecon/RS e de faculdades gaúchas que oferecem o curso de Comunicação Social/jornalismo.

Jornalista com atuação na área de Economia desde 1995, Marta Sfredo é formada em Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda pela UFRGS. Trabalha em Zero Hora desde 1992 e, antes, teve passagens por Rádio Guaíba e Correio do Povo. Desde novembro de 2014, atua como colunista de Economia de Zero Hora. Possui cursos sobre mercado de capitais, siderurgia, energia, petróleo, macroeconomia, estatística, negociações internacionais e Direito aplicado à economia. Recebeu vários Prêmios ARI na área de reportagem econômica, de corte regional, e um Prêmio ONIP (Organização Nacional da Indústria do Petróleo), de abrangência nacional.

O Corecon/RS divulgou, também, os vencedores do “Prêmio Corecon/RS de Reportagem de Economia 2016”. Na categoria Mídia Impressa, Jornal e Revista, o 1º Lugar ficou para a matéria “A volta do fator Argentina”, de autoria do jornalista Danton Jr, do Correio do Povo. O 2º Lugar foi para a matéria “M.Grupo atrasa obras e provoca incertezas”, da jornalista Patrícia Comunello, do Jornal do Comércio. A Menção Honrosa foi para a matéria “Cenários de restrições”, de autoria da jornalista Cíntia Marchi, do Correio do Povo. A melhor Reportagem de Rádio foi a matéria “Os desafios do emprego na crise, de autoria do jornalista Eduardo Matos, da Rádio Gaúcha. Na categoria Mídia Digital, o 1º Lugar foi para a matéria “Lojas chinesas se multiplicam no centro de Porto Alegre”, de autoria da jornalista Bruna Oliveira, do Jornal do Comércio, e o 2º Lugar para a reportagem “Mais de mil pessoas disputam vagas”, da jornalista Patrícia Comunello, do Jornal do Comércio.
Numa promoção do Corecon/RS, com o apoio da ARI e do Sindjors, os prêmios têm como objetivo valorizar trabalhos jornalísticos produzidos sobre a economia gaúcha, por profissionais em atividade no Estado, nas áreas da mídia imprensa e radiojornalismo.

 

Vencedores do Prêmio de Reportagem de Economia 2016

Mídia Impressa (Jornal/Revista)

1º Lugar

A Volta do fator Argentina – Danton Jr (Correio do Povo)

2º Lugar

M.Grupo atrasa obras e provoca incertezas – Patrícia Comunello (Jornal do Comércio)

Menção Honrosa

Cenários de restrições – Cíntia Marchi (Correio do Povo)

 

Radiojornalismo

Os desafios do emprego na crise – Eduardo Matos (Rádio Gaúcha)

 

Mídia Digital (On Line)

1º Lugar

Lojas chinesas se multiplicam no centro de Porto Alegre – Bruna Oliveira (Jornal do Comércio)

2º Lugar

Mais de mil pessoas disputam vagas – Patrícia Comunello (Jornal do Comércio)

 

Jornalista de Economia do Ano

Marta Sfredo – Zero Hora

 

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