IV Encontro de Economia e seus objetivos

 

Clovis Meurer

Economista, superintendente da
CRP Participações, ex-presidente
do Corecon-RS, conselheiro do Cofecon,
Organização do IV Encontro de Economia
Corecon-RS Nº 1934

Qual o objetivo do IV Encontro de Economia?

Nós estamos retomando os encontros anuais de Economia, que se iniciaram em 2017 e continuaram ocorrendo em 2018 e 2019, mas que foram interrompidos nos anos de 2020 e 2021, em função da Covid. Agora, em 2022, estamos retomando e organizando a quarta edição, que acontecerá no dia 3 de setembro próximo, um sábado, para discutirmos a economia do RS e economia nacional. Vamos reunir estudantes, professores e o público em geral, da área de economia, para debater sobre a situação atual e as perspectivas futuras. Tudo aqui em Porto Alegre, dentro das comemorações do 250º Aniversário da nossa Capital.

 

Qual o público alvo do evento?

A exemplo dos encontros anteriores, nós queremos ter a grande maioria do público composta por estudantes da área de Economia. Para isso, estamos convidando a todos os estudantes do interior do Estado e, também, de Porto Alegre e da grande Porto Alegre, para que venham participar deste evento. Com isso, poderão compreender melhor a forma como os cursos de Economia se encontram inseridos na dinâmica competitiva do mercado de trabalho atual e, principalmente, conhecer e debater as tendências e perspectivas que cada estudante possui para atuar profissionalmente nas diversas áreas de atuação do economista, seja na academia, nas diferentes esferas do Governo, no setor empresarial, enfim, nos mais variados setores da economia. Como sabem, nós temos uma forte área industrial no Estado do RS, do agronegócio, de serviços. Então, o público alvo de estudantes vai receber um volume de informações muito grande, o que, certamente, será fundamental no momento de direcionar sua expertise na sua caminhada e seu futuro profissional. Além dos estudantes, também teremos economistas, e o público em geral, para entender cada vez mais e debater a situação econômica do Estado e do País, assim como as perspectivas que se apresentam para o futuro.

 

E qual a importância da participação das Universidades nesse Encontro?

Além das grandes faculdades da região metropolitana, como Ufrgs, Pucrs, Unisinos e outras, nós temos no RS, instituições de ensino extremamente qualificadas em todo o interior do Estado. Não cabe nem citarmos aqui, porque a lista é extensa. Temos mais de uma dúzia em várias regiões, desde as regiões de Horizontina, Sul, Campanha, Serra, Planalto, entre outras, onde há cursos de economia com estudantes que devem participar deste Encontro, como participaram dos anteriores. Então, a participação de todas as faculdades, professores e coordenadores dos cursos de economia é muito importante. Além de nós termos painéis e palestras, e, também, uma disputa entre os participantes no dia do Encontro, teremos a oportunidade de se integrarem, praticarem a troca de experiências, o networking. Buscamos, assim, fazer um programa interessante do ponto de vista de conhecimentos técnicos, acadêmicos, de oportunidades para profissionais do futuro, mas também de convívio entre estudantes de todos os cantos do RS.

 

Esta edição do Encontro contará com uma novidade, que são os desafios, certo?

Entre o programa que estamos organizando, também estamos montando uma sessão especial, que será um desafio entre estudantes de diferentes universidades, para que cada uma nos traga e apresente alguma vocação da economia de sua região. Por exemplo, Rio Grande é muito focada em exportações e ao porto; Caxias do Sul muito focada em inovação e mecânica. A Fahor, em Horizontina, é muito ligada em agronegócio e máquinas agrícolas. Então, vamos tentar trazer as vocações locais de cada universidade para que se haja uma troca de experiências e uma apresentação, com uma disputa cordial entre o corpo de estudantes que vai participar deste IV Encontro de Economia.

RS e Brasil, a nova face da matriz energética

Paulo de Tarso Gaspar Pinheiro Machado
Economista, Sócio-Diretor da DTO - Governança & Estratégia, 
Ex-Diretor-Presidente do Grupo CEEE,
Ex-Vice Presidente da Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica (ABCE)

Corecon-RS Nº  3639

 

De que forma está estruturada atualmente a matriz energética do RS? 

A matriz energética do RS constitui-se, majoritariamente, por energias renováveis, com uma participação de 77%. Atualmente, 52% da nossa matriz energética corresponde à  hidroeletricidade, gerada pelas Usinas Hidrelétricas (UHEs), pelas Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) e pelas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), 23% pela energia eólica (EOLs) e 2% pela energia solar (UFVs – Usinas Fotovoltaicas), evidenciando o avanço da diversificação com a presença de fontes alternativas de energia. Temos, também, as Usinas Termelétricas (UTEs) movidas a combustíveis fósseis ou a biomassa, que são responsáveis por 23% da nossa matriz energética.

Qual a importância de uma matriz energética no Estado? 

A matriz energética representa o conjunto de fontes de energia disponíveis para a captação, geração, transmissão, distribuição de energia para os diversos segmentos de consumo de energia elétrica, como residencial, transportes, saúde, educação, agropecuária, indústria, comércio e serviços e, outros. Nesse sentido, a matriz energética do RS evidencia a disponibilidade de suas fontes de energia como um dos fatores imprescindíveis para que a economia gaúcha tenha possibilidade de obter crescimento e desenvolvimento econômico de forma a melhorar a sua competitividade e produtividade, bem como proporcionar bem-estar social de sua população.

Qual seria o cenário ideal na composição dessa estrutura? 

Tendo o RS e o Brasil uma matriz energética constituída predominantemente por fontes renováveis, de energia hidráulica, eólica, solar e biomassa, e considerando serem as únicas intrinsecamente limpas e com elevado potencial de substituir os combustíveis fósseis, configura-se um cenário perspectivo favorável para a que a nossa economia seja baseada em energias renováveis, capaz de gerar incrementos sustentáveis, como o aumento do nível de emprego e diversificação produtiva. Isso, considerando que as cadeias produtivas que transacionam com recursos renováveis exigem mais empregos por unidade de energia transformada comparado às que exploram as fontes de energia fóssil, como carvão, petróleo e gás natural. É importante ressaltar que as matrizes energéticas gaúcha e brasileira, comparadas ao mundo e aos países que integram a OCDE, apresenta expressiva competitividade nas fontes renováveis de energia.

Qual o impacto das energias verdes na composição da matriz energética do RS? 

As energias verdes, também chamadas de fontes renováveis de energia, tais como a hidráulica solar, eólica e biomassa caracterizam-se como energias limpas e assumem grande protagonismo a partir do Pacto dos Objetivos do Milênio da ONU, onde a sociedade global, direciona seus rumos a um modelo de desenvolvimento sustentável, que pressupõe a transição para uma economia mais inclusiva sob a ótica social e eficiente na sua relação com o meio ambiente, cujo modelo exige o uso de fontes de energias renováveis, não poluentes, comportamento reducionista na produção de resíduos e provedor de serviços ambientais essenciais à vida humana.

O RS é importador de energia? 

Com o incremento de fontes de energias renováveis, como eólica e solar, e mantido o ritmo de crescimento destas modalidades, o RS aproxima-se da condição de autossuficiência em geração de energia. Os investimentos realizados no setor elétrico, em fontes renováveis a partir dos anos 2000 permitiram diversificar e reforçar o suprimento da produção interna. Agrega-se a esta condição do RS, a sua inserção no Sistema Interligado Nacional (SIN), que se constitui como um sistema brasileiro hidro-termoeólico de grande porte, de produção e transmissão de energia elétrica do Brasil, com predominância de usinas hidrelétricas.

Como funciona o SIN?

Constituído por quatro subsistemas, o Sul, Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e Norte, o SIN é responsável pela regulação equilibrada e interconexão dos sistemas elétricos, através da malha de transmissão, viabilizando a transferência de energia entre os subsistemas regionais, de forma a suprir eventuais desequilíbrios, bem como obter ganhos sinérgicos e otimizar a diversidade entre os regimes hidrológicos das bacias. A integração dos recursos de geração e transmissão permite o atendimento da demanda com segurança e economicidade. Sua capacidade instalada de geração é composta, principalmente, por usinas hidrelétricas distribuídas em 16 bacias hidrográficas nas diferentes regiões do país. Nos últimos anos, a instalação de usinas eólicas, principalmente nas regiões Nordeste e Sul, apresentou um forte crescimento, aumentando a importância dessa geração para o atendimento da demanda.

Qual a tendência para a matriz energética brasileira nos próximos anos? 

A diretriz de política energética brasileira tem como objetivo a segurança energética e a modicidade tarifária. Embora o sistema elétrico brasileiro, sob o aspecto regulatório, possa ser considerado bem estruturado, a trajetória de percalços como os “apagões”, de 2001 e de 2009, bem como as medidas equivocadas como a Medida Provisória 579, de dezembro de 2012, considerada um divisor de águas no setor, tenha provocado um impacto negativo de R$ 200 bilhões nas tarifas, o qual foi integralmente arcado pelos consumidores. Portanto, diante deste contexto, o setor elétrico brasileiro necessita ser submetido a uma mudança estrutural e se integrar à revolução tecnológica que o setor elétrico mundial já experimenta através de novos vetores.

Que tipos de vetores seriam esses?

Um deles é o desenvolvimento tecnológico de fontes renováveis eólica e solar, onde, em 10 anos, de 2010 a 2020, a capacidade global de geração fotovoltaica, solar cresceu mais de 4.400%, variando de 5 para 350 gigawatts, e a trajetória de custos das células fotovoltaicas, no período de 1977 a 2020 reduziu de US$ 77 para 0,62 US$/W. Também a difusão das TICs (Internet das coisas), abrindo espaço para ações tipo Demand Response (Resposta a Demanda) com Redes Inteligentes. A mitigação sobre causas e impactos do aquecimento global também deve ser aqui lembrado. Embora o RS apresente um quadro favorável em sua matriz energética para atender os objetivos de segurança energética, associada aos temas socioambientais, como o combate às mudanças climáticas ou à geração de oportunidades de trabalho, é indispensável ao RS continuar e ampliar os investimentos na expansão do componente renovável em sua matriz energética por meio de políticas de incentivo à instalação de projetos baseados em alternativas como energia eólica, solar fotovoltaica e biomassa, bem como na destinação de recursos para pesquisa e desenvolvimento tecnológico para estas alternativas. É importante destacar, ainda, a grande oportunidade estratégica em perspectiva que se coloca nestas alternativas quando se observa as emissões relativas de CO2 de cada sistema elétrico, como sendo avaliadas como a quantidade de CO2 emitida por MWh gerado. Em 2019, o Brasil emitiu cerca de 85% menos que a China, 73% menos que os Estados Unidos e 63% menos que a União Europeia para gerar cada MWh.  Cumpre destacar, que quando a Comissão Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, coordenada pela ex-Primeira Ministra da Noruega Gro Harlem Bundtland, definiu o desenvolvimento sustentável como sendo um conjunto de progressos sociais, econômicos e políticos que permitem compatibilizar as necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade das futuras gerações em satisfazer as suas próprias necessidades coloca em perspectiva para o Brasil e o RS, a partir da nova face de suas Matrizes Energéticas, uma estratégica oportunidade de protagonismo local e global para gerar crescimento econômico com justiça social para alcançar o desiderato do desenvolvimento econômico sustentável.

Como as micro e pequenas empresas reagiram à pandemia

 

Carlos Henrique Corrêa
Economista, Especialista em Gestão Financeira,
Valuation e Business Plan.
Corecon-RS Nº 6821

 

 

Como as micro e pequenas empresas se comportaram durante a pandemia?

Em sua grande maioria, as micro e pequenas empresas brasileiras tiveram problemas de caixa durante o período da pandemia. Isso porque as pessoas entraram em lockdown e, na maioria dos casos, passaram a consumir menos ou a deixar de utilizarem determinados serviços, o que acabou afetando direta ou indiretamente as micro e pequenas empresas. Exemplo disso é a pessoa que tinha um restaurante num ponto movimentado da cidade e teve que fechar as portas. Alguns se adaptaram a esse contexto, transformando o seu trabalho em uma atividade online e/ou delivery. No caso dos restaurantes, muitos não tinham delivery e viram nesse sistema uma alternativa de sobrevivência. Alguns desses começaram inclusive a faturar mais do que antes da pandemia. Ou seja, transformaram o limão em uma limonada. Só que, por outro lado, houve muitas micro e pequenas empresas que quebraram. E, para esses casos, para isso foi criado o Pronam, um programa do governo de auxílio aos pequenos empreendedores através de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), a juros bem mais baixos. Esse foi um mecanismo que o governo achou para baixar as taxas de juros e baratear o crédito também.

Que tipos de empresas enfrentaram as maiores dificuldades nesse período?

As empresas que enfrentaram as maiores dificuldades foram aquelas que não conseguiram se reinventar e aproveitar as oportunidades que essa crise mostrou. Então, seja qual for o setor da empresa, a crise serviu como uma seleção natural. Eu vi várias empresas modificando sua forma de trabalhar e que, em função disso, acabaram saindo bem mais fortes dessa pandemia.

As micro e pequenas empresas tiveram mais facilidade no enfrentamento da pandemia?

Na realidade, uma das características que as micro e pequenas empresas têm em relação às empresas maiores é que elas são mais flexíveis. Elas não são tão engessadas. As suas decisões não precisam ser tomadas por um colegiado ou por um conselho de administração, por exemplo. O empreendedor vai lá, toma uma decisão e todo o processo funciona. Agora, do ponto de vista desses pequenos negócios, as dificuldades mais comuns foram se adaptar ao processo online, ao processo de vender por aplicativos, de entregar em casa, enfim. A maior dificuldade em si foi entender o processo, antecipá-lo e não deixar faltar dinheiro no caixa.

Que tipos de empresas sofreram menos impactos da pandemia?

Dois tipos de empresas sofreram menos impacto com a pandemia: as empresas que tinham caixa, ou seja, tinham uma reserva financeira, ou, mesmo, o crédito. Essas empresas puderam aproveitar a oportunidade e, em alguns casos, até comprar, por preços muito mais baixos, outras empresas que quebraram. E, também, aquelas empresas cujos setores foram favorecidos, como farmácias, empresas que trabalhavam com medicamentos, com higiene para outras empresas, na modalidade be to be. Estas, cresceram muito na pandemia. Da mesma forma, aquelas empresas que estavam preparadas para atender clientes na modalidade online, como lojas online, e também empresas do setor de alimentação, que tinham processo de delivery bem estruturado, ou bem validado, vamos dizer assim.

Quais as suas expectativas a partir de agora?

A minha principal expectativa em relação aos micro e pequenas empresas é que elas entendam que os relacionamentos digitais entre empresas e entre os fornecedores e os clientes finais, se tornou algo permanente. E quem souber jogar esse jogo de forma mais adequada e mais eficiente terá muitas vantagens, não apenas em ganho de mercado, em escala, mas, também, em termos de lucratividade e de otimização de processos.

Prêmio Paul Singer e o desenvolvimento local

Teresinha de Jesus Ferreira da Silva
Economista, Assessora Técnica da Secretaria de Planejamento
do Estado do Piauí, Conselheira do Cofecon
Corecon-PI Nº 101



Qual o objetivo do Prêmio Paul Singer?


O Prêmio Paul Singer foi criado para premiar atividades exitosas de economia solidária. O Prêmio traz o debate desta temática para nós, economistas e estudantes de economia, como uma área no mercado de trabalho que está ganhando força e criando oportunidades de trabalho. A economia solidária tem grande potencialidade de expansão, principalmente porque hoje, com mais de 12 milhões de desempregados no Brasil, apresenta-se como alternativa para minimizar as desigualdades sociais e regionais e gerar renda para a população, que está fora do mercado de trabalho. Temos que ter um olhar diferente para a economia solidária. Por isso que o Cofecon lançou o Prêmio. Para fortalecer essa temática dentro das universidades. Enfim, o Prêmio Paul Singer tem o objetivo de divulgar empreendimento solidários que estão mudando a realidade local, ou seja, provocando desenvolvimento local.

Por que o uso do termo “As Boas Práticas Acadêmicas”?

Porque precisamos valorizar e difundir o que está dando certo, que está provocando desenvolvimento local. O Prêmio está voltado para programas de extensão das universidades e incubadoras, que está fortalecendo o tripé inovação, teoria e prática, fortalecendo os empreendimentos de autogestão. E, enfim, precisamos avaliar o resultado dessas boas práticas que transformaram uma realidade, ou estão transformando, e disseminar essas ações no Brasil.

A que público o Prêmio é dirigido?

O Prêmio Paul Singer tem como público alvo economistas, alunos de economia e alunos de outras áreas afins. Dada a especificidade da economia solidária, as equipes que desenvolvem ações nesta área geralmente são multidisciplinares. Portanto, podem envolver profissionais e alunos da geografia, sociologia, enfim, da área de humanas. Entretanto, vale salientar que as equipes devem ter 50% de alunos de Economia.

O Prêmio possui duas categorias, a Incubação de |Projetos e o Assessoramento de Projetos. Qual a diferença entre eles?

No Prêmio, estamos avaliando dois tipos de projetos. A incubação de Projetos são ações inéditas de economia solidária, não iniciadas, mas que já têm seu plano de negócio elaborado. Portanto, vamos avaliar o Plano de Negócios, qual o impacto que se espera, os objetivos e indicadores desse empreendimento. Vamos avaliar uma proposta voltada para a economia solidária. Já, o assessoramento de projetos são ações já realizadas, ou em andamento, com resultados, ou seja, já podemos avaliar o impacto na comunidade e nas pessoas que fazem parte.

Qual a premiação que será distribuída aos vencedores?

No prêmio Paul Singer, na categoria incubação de projetos, o primeiro colocado será premiado com R$ 4 mil reais, tendo em vista que estamos avaliando um plano de negócios, ou seja, o projeto está iniciando. Já a categoria assessoramento de projetos, o primeiro colocado receberá R$ 6mil reais, tendo em vista que já tem resultado e impactos na comunidade. Ao todo, serão R$ 10 mil em prêmios. Ao segundo e terceiro colocados de cada categoria, o Cofecon entregará menção honrosa, valorizando, assim, o trabalho realizado. O prêmio Paul Singer é uma iniciativa inédita. É o primeiro ano que está sendo implementado, e as inscrições vão até o dia 01 de julho. Temos uma página no sítio do Cofecon para receber as inscrições. Acessem!

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