Corecon/RS reúne-se com Secretaria da Fazenda de PoA

A presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães, reuniu-se, na última terça-feira, dia 12, com o secretário da Fazenda do Município de Porto Alegre, economista Jorge Tonetto. Também esteve presente o conselheiro Alfredo Meneghetti Neto.

Os representantes do Corecon/RS explicaram que a iniciativa faz parte do programa da Entidade, de visitas a instituições públicas e privadas do estado, com o objetivo de estreitar relacionamentos e desenvolver parcerias. "Nós, como economistas, temos a responsabilidade de participar, de forma efetiva, da construção do desenvolvimento das cidades e do Estado do RS", afirmou a presidente do Conselho.

O secretário Tonetto lembrou que as cidades que possuem uma renda per capita alta estão inseridas em processos tecnológicos. "A nossa vocação é gerar serviços de alta qualidade", disse. Falou da importância de ter a parceria do Corecon/RS em programas desenvolvidos pela Secretaria e ressaltou a relevância da economia da saúde para o desenvolvimento das cidades. " É muito importante trazer o profissional da Economia para o meio industrial da saúde", concluiu. 

Simone Magalhães garantiu que o Corecon/RS estará atento às demandas geradas pelo Município, assim como aos projetos de desenvolvimento da tecnologia na área da pesquisa e da saúde.

Corecon/RS cumpre agenda de três meses de formaturas pelo Rio Grande

 

Ao longo dos meses de janeiro, fevereiro e março, o Corecon/RS cumpriu extensa agenda de acompanhamento às formaturas dos Cursos de Ciências econômicas pela região metropolitana de Porto Alegre e interior do estado. Foram três meses, com participações em 16 solenidades de formaturas, representando a quase totalidade dos 17 cursos de Ciências Econômicas das universidades gaúchas. A iniciativa, que faz parte dos projetos estabelecidos pela nova gestão, tem como objetivo estreitar ainda mais as relações com os alunos e com as instituições acadêmicas.

São Leopoldo, Porto Alegre, Caxias do Sul, Rio Grande

No dia 9 de janeiro, o Corecon/RS esteve presente na solenidade de colação de grau do Curso de Ciências Econômicas da Unisinos, com a diplomação de 11 novos bacharéis em Economia. Participaram a presidente da Entidade, economista Simone Magalhães, e o conselheiro Eduardo Mendonça. 

No dia 22 de janeiro, a presidente Simone participou da solenidade de formatura do Curso de Ciências Econômicas da Pontifícia Universidade Católica do RS (PUCRS), oportunidade em que se graduaram 26 alunos. No dia seguinte, em Caxias do Sul, aconteceu a solenidade de formatura integrada de cinco novos bacharéis, na Universidade de Caxias do Sul (UCS), que contou com a presença do ex-conselheiro e delegado do Corecon/RS, economista Milton Biazus.

No dia 13 de fevereiro, o Corecon/RS participou da solenidade do Curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), quando se diplomaram 11 alunos. Na oportunidade, além da presidente da Corecon/RS, economista Simone Magalhães, estiveram presentes os conselheiros Aristóteles Galvão e Eduardo Mendonça, além do conselheiro federal Henri Bejzman. Também prestigiaram a solenidade de formatura o presidente da Aeconsul, economista Sylvio Motta, o ex-conselheiro e professor da FURG, Paulo Lessa, e os economistas João Carlos Madail e Henrique Feijó, da Aeconsul, e o economista e empresário Samir Curi.

Na quinta-feira, dia 18, a presidência e conselheiros participaram da solenidade do Curso de Ciências Econômicas da UFRGS, em Porto Alegre, acompanhando a colação de grau de 21 alunos.

Santa Maria, Caxias do Sul


Na sexta-feira, dia 19, o Corecon/RS esteve presente na solenidade de diplomação dos 15 formandos do Curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Na oportunidade, a entidade foi representada pelo ex-conselheiro e professor Alexandre Reis, que acompanhou a formatura de 15 bachareis em Economia da Universidade.

 

No sábado, dia 20, o Corecon/RS esteve, mais uma vez, em Caxias do Sul, para a formatura de outros 10 novos bacharéis em Economia, pela UCS. Além da presidente Simone, estiveram presentes o conselheiro Aristóteles Galvão e o delegado do Corecon/RS, economista Milton Biazus, e o presidente da Ecoserra, economista Carlos Vanderlei Reis da Silva. Além de familiares, amigos e professores da UCS, também participaram da solenidade o vice-Reitor Odacir Deonisio Graciolli, a diretora do Centro de Ciências Sociais, economista Maria Caroline Rosa Gullo, e a coordenadora do Curso de Ciências Econômicas, economista Jacqueline Maria Corá.

Horizontina, Santa Cruz do Sul, Canoas

No sábado, dia 20, a presidência do Corecon/RS e os conselheiros se alternaram entre as solenidades da Faculdade de Horizontina (Fahor), da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e do Centro Universitário La Salle (Unilasalle), em Canoas. Na Fahor, acompanhou o ato de colação de grau de 12 formandos a presidente do Corecon/RS, e na Unisc, o conselheiro Leandro Höerlle representou a Entidade na solenidade de graduação de nove novos bacharéis.

Passo Fundo, Porto Alegre, Ijuí

No dia 26, foi a vez da Unipampa, oportunidade em que se formaram oito novos bacharéis de Economia. No sábado, dia 6 de março, foi a vez da Faculdade de Desenvolvimento do RS (Fadergs). Os dois eventos contaram com a participação da presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães.

No sábado, dia 12, aconteceu a solenidade de formatura de oito alunos, do Curso de Ciências Econômicas da Universidade de Ijuí (Unijuí), e dia 19, a da Universidade de Passo Fundo (UPF).

Em Passo Fundo, onde ocorreram o ato de diplomação de 10 novos bacharéis em Economia, além de outros nove em gabinete, representaram o Corecon/RS a presidente Simone Magalhães, o conselheiro Rogério Tolfo e o conselheiro federal Henri Bejzman. Durante o evento, o diretor do curso, professor Eloi Dalla Vecchia destacou a presença da presidente e dos conselheiros da entidade e do Cofecon, e ressaltou a importância da escolha profissional, feita pelos novos bacharéis de Economia. A cerimônia também contou com a participação do coordenador do Curso de Ciências Econômicas da Universidade e diretor da Associação dos Economistas do Planalto Médio (asseplam), professor Julcemar Bruno Zilli.

"Como órgão máximo de representação dos economistas gaúchos, queremos estar cada vez mais próximos dos nossos profissionais. Saber o que pensam e conhecer seus anseios e necessidades, desde o início de sua formação, acompanhando-os ao longo de sua trajetória profissional", afirmou a presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães. Disse que o Corecon/RS reuniu esforços, junto a seus conselheiros, delegados regionais e suas Associações, para se fazer representar na quase totalidade das formaturas dos Cursos de Ciências Econômicas existentes no Rio Grande do Sul. "O que importa para nós é um Conselho mais próximo do estudante e do profissional, atendendo a suas expectativas e participando ativamente de sua formação e qualificação, visando à atuação cada vez mais efetiva  no mercado de trabalho", concluiu.

Nota Técnica sobre Inflação, Política Monetária e Crise Fiscal

 cofecon

 

 

CONSELHO FEDERAL DE ECONOMIA
NOTA TÉCNICA SOBRE INFLAÇÃO, POLÍTICA MONETÁRIA E
CRISE FISCAL

Redução da taxa básica de juros pelo Copom, condição para atenuar a crise fiscal

O IBGE divulgou hoje a taxa de inflação (IPCA) de março de 2016, de 0,43%, confirmando-se a trajetória declinante, após registrar 1,27% em janeiro e 0,90% em fevereiro.

Esse resultado ratifica que as causas da forte elevação do IPCA em 2015, quando alcançou 10,67%, não mais estão presentes: o forte reajuste dos preços administrados (18%) e o repasse aos preços da expressiva variação cambial. Ademais, o impacto da queda da massa salarial, da desaceleração do crédito e da atividade econômica concorrem para a contenção na variação dos chamados “preços livres”.

Reforça-se, também, a posição já adotada recentemente pelo Conselho Federal de Economia (Cofecon) de que o País não enfrenta um problema de inflação de demanda, o que torna ineficiente uma política monetária de manutenção da taxa básica de juros (Selic) em patamar tão elevado (14,25% ao ano) porque impõe custos excessivos à sociedade. A política monetária restritiva contribuiu para a acentuada retração do PIB, que alcançou 3,8% em 2015, e que pode inclusive se repetir, em magnitude similar, em 2016, com reflexos adversos sobre a geração de emprego e renda das famílias, um injustificável custo de desinflação por meio de desemprego e elevação explosiva do custo da dívida pública.

Projeções de mercado já apontam uma taxa de inflação, em 12 meses, em torno de 6,48%,
tangenciando o limite superior da meta, tornando viável o seu alcance ainda neste ano, não obstante os efeitos causados pela crise política. A projeção do índice para 2017 encontra-se hoje estimado em 6% pelo mercado e em 4,9% pelo próprio Banco Central. Ademais, a recente queda da taxa de câmbio certamente contribuirá para alcance de índice mais baixo de inflação.

No seminário “Crise fiscal, gastos com juros da dívida pública e auditoria da dívida”, promovido pelo Cofecon, foi apontada a política monetária em curso como elemento-chave para os maus resultados fiscais, por três razões principais: i) reduz os investimentos públicos, um dos principais indutores da atividade econômica, ao carrear grande parte dos recursos orçamentários para o gasto crescente com juros da dívida pública; ii) inibe os investimentos privados, pelo alto custo da captação de financiamento e pela atratividade representada pelos ganhos financeiros; e iii) inibe o consumo, ao elevar o desemprego e encarecer o crédito ao consumidor.

A forte retração da atividade econômica tem, inclusive, afetado significativamente a receita
tributária. Queda de receita e aumento de gastos com juros da dívida pública tiveram como consequência a explosão do déficit nominal, ameaçando o atendimento das crescentes demandas sociais da população pobre e acelerando o tão alardeado crescimento da dívida pública.

O Copom tem a oportunidade de, reconhecendo que o ambiente recessivo inibe novos aumentos de preços e as causas da inflação de 2015 estão se dissipando, fazendo com que a taxa de inflação encaminhese para o intervalo da meta, promover a imediata redução da Selic, que teria efeito positivo sobre as expectativas dos agentes econômicos e contribuiria para reverter o grave quadro econômico atual, evitando que novos brasileiros se incorporem às filas de desempregados.

Para retomarmos o crescimento econômico e superarmos a crise fiscal, é necessário que se inicie o processo de redução da taxa básica de juros. É o que o Brasil clama e precisa.

Conselho Federal de Economia, 8 de abril de 2016

 

Corecon/RS visita Sebrae e Afocefe

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A presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães, reuniu-se, na manhã de quarta-feira, dia 6, com o diretor-Superintendente do Sebrae/RS, economista Derly Cunha Fialho, e com o diretor-Executivo Julio César Ferrazza.

Simone Magalhães falou sobre as ações que o Corecon/RS vem desenvolvendo, como visitas às instituições públicas e privadas do RS, acompanhamento das solenidades de formatura dos alunos dos cursos de Ciências Econômicas das universidades do interior do estado e a elaboração de cursos que tenham o objetivo de melhoria e qualificação dos economistas e estudantes de Economia. Conversaram sobre a formação de parcerias entre as entidades, especialmente nas ações voltadas à interiorização.

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Também na quarta-feira, a presidente do Corecon/RS, acompanhada do conselheiro Alfredo Meneghetti Neto, visitou o Sindicato dos Técnicos Tributários do Estado do RS (Afocefe/Sindicato). Foram recebidos pelo vice-presidente da entidade Gilberto da Silva e pelo diretor de Comunicações Giugliano Medeiros.

Durante o encontro, foram discutidas a situação das finanças do Estado e a necessidade de ampliar a receita através do aumento dos investimentos em fiscalização ostensiva no combate à sonegação. Simone Magalhães falou das ações do Corecon/RS e concordou com a Afocefe de que a fiscalização pode ser uma das grandes saídas para a crise do RS. Do encontro, ficou acertado entre as entidades, ações conjuntas, que visem o estreitamento dos laços através de parcerias entre as entidades. Ficou acertado, também, a parceria na promoção de um concurso de artigos científicos, voltados a estudantes, graduados e pós-graduados, com temas voltados ao combate à sonegação.

Associação apresenta Prêmio ABDE-BID para economistas gaúchos

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O Corecon/RS recebeu, no dia 30 de março, a visita dos pesquisadores Andrej Slivnik e Fernanda Feil, da Gerência de Estudos Econômicos, da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE). Foram recebidos pela presidente da Entidade, economista Simone Magalhães, e pelos conselheiros Alfredo Meneghetti Neto, do Corecon/RS, e Henri Bejzman, do Cofecon.

Os representantes da ABDE vieram ao estado visitar uma série de universidades e instituições de pesquisa, com vistas à divulgação do Prêmio ABDE-BID de Monografias sobre o Sistema Nacional de Fomento, cujas inscrições já se encontram abertas.

Fernanda Feil explicou que a ABDE tem como principal meta definir estratégias e executar ações voltadas ao fortalecimento do Sistema Nacional de Fomento, aprimorando e fortalecendo a atuação dos seus associados. A entidade reúne instituições financeiras de desenvolvimento existentes em todo o País, que participam do desenvolvimento brasileiros, entre bancos públicos federais, de desenvolvimento, cooperativos, públicos comerciais estaduais e agências de fomento, além da Finep, do Sebrae e do BID, que é seu principal parceiro.

A presidente do Corecon/RS lembrou que a entidade vem desenvolvimento ações muito fortes junto a instituições públicas e privadas do Rio Grande do Sul, com o intuito de promover o treinamento e qualificação dos economistas gaúchos para fazerem frente aos novos desafios exigidos pelo mercado de trabalho. “Estamos firmando uma série de parcerias com essas instituições, especialmente na área de formação”, acrescentou.
Esta edição do Prêmio está dividida em duas categorias, a de “Desenvolvimento em Debate”, aberta a membros de universidades, instituições de pesquisa e interessados na temática, e a “Financiamento: desafios e soluções”, exclusiva para empregados das instituições de fomento associadas a ABDE.

As inscrições para o prêmio vão até o dia 25 de julho. Os primeiros colocados em cada categoria serão conhecidos em setembro e a cerimônia de premiação acontecerá em dezembro. O regulamento e demais informações estão disponíveis em www.abde.org.br ou pelo endereço eletrônico Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Informações também no site http://www.abde.org.br/GerenciaEstudosEconomicosPremioABDE.aspx

 

“Sem resolução de impacto político, dificilmente se conseguirá alternativa para retomar o crescimento econômico”, diz Miragaya

 

O presidente do Cofecon, economista Júlio Miragaya, foi o palestrante do Economia em Pauta, ocorrido na noite de quinta-feira, dia 31, no Hotel Plaza São Rafael, que abordou a conjuntura econômica nacional. O encontro foi aberto pelo vice-presidente do Corecon/RS, economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos, que falou da importância do tema e agradeceu a presença do palestrante e da plateia.

O presidente do Cofecon iniciou sua palestra dizendo que o País vice hoje uma crise econômica, alimentada por outra crise, de caráter político, que vem desde o final do processo eleitoral de 2014. Explicou que essa crise econômica decorre da insegurança dos agentes econômicos em relação a falta de investimentos, formando uma ciranda, em que as dificuldades econômicas existentes estimulam a crise política e, ao mesmo tempo, a crise política realimenta a situação econômica. “Então, sem uma resolução desse impacto político, dificilmente encontraremos uma alternativa para retomar o crescimento econômico”, afirmou. Lembrou que, ainda em 2015, apesar de estar muito claro que se teria dificuldades pela frente, em função dos programas fiscais, havia, também, uma expectativa de que, em 2016, ocorreria uma retomada do crescimento. “Só que a crise perdurou durante todo o ano de 2015 e todo esse primeiro trimestre do ano e já se considera 2016 como um ano perdido, com pequena perspectiva de retomada em 2017”, afirmou, alertando que, “se não for solucionada essa crise política, teremos um ano de dificuldade econômica também em 2017”. Disse que, possivelmente terá que se esperar as eleições de 2018 porque, mesmo que aconteça o afastamento da atual presidente, os problemas políticos não estarão resolvidos pelo menos até o final do ano. “Então nesse contexto, dificilmente haveria tranquilidade para um eventual governo Temer”, acrescentou.

Miragaya apresentou uma análise do contexto internacional. Para ele, o cenário, que esteve muito difícil há dois anos atrás, amargando um recorde de transações correntes de U$ 104 bilhões, o equivalente a 4,5% do PIB, tem perspectiva de queda desse déficit para U$ 15 bilhões, em torno de 1% do PIB, que é um saldo totalmente coberto por investimentos diretos. “Isso foi propiciado pela correção do câmbio, que acabou favorecendo as contas externas”, ressaltou. Disse que o cenário na área da inflação também é bastante favorável, em função da recessão econômica e das altas taxas de desemprego, que acabarão provocando, depois de muitos anos, um comportamento de queda dos chamados preços livres. Lembrou, no entanto, que o maior problema está na questão da taxa de juros, que continua muito elevada e tem emperrado qualquer possibilidade de retomada, já que inibe o investimento privado. “O que acontece é que ela retira recursos dos investimentos públicos, em função dos gastos com a dívida pública, e desestimula o consumo, ficando muito difícil vislumbrar uma retomada de crescimento, se não houver uma reviravolta na política monetária”. Explicou que, da mesma forma, a taxa de juros afeta o quadro fiscal, cujo problema ocorre muito mais por uma redução da receita do que propriamente pelo aumento da despesa. Lembrou que a despesa tem caído em decorrência da retração econômica e “se não se consegue retomar o crescimento econômico, também não se conseguirá solucionar o problema fiscal”. Disse que chegou o momento de o Comitê de Política Monetária (Copom), em sua reunião do final de abril próximo, decidir por iniciar um curso de redução da taxa básica de juros. “Esta é a posição do Cofecon”, exclamou, lembrando que durante todo o ano passado, especialmente no segundo semestre, a entidade já colocava a necessidade, prevendo um alívio da pressão inflacionária.

miragaya5Júlio Miragaya apresentou, ainda, um resgate histórico do chamado presidencialismo de coalizão, que, para ele, tem levado a uma situação de fragmentação política e à necessidade de composição com dezenas de partidos políticos para garantir a governabilidade, e do excessivo financiamento privado das campanhas políticas. Disse que não considera que o Brasil esteja vivendo uma situação de caos, mas uma crise muito forte de sua economia, e que a percepção de caos fica por conta da falta de habilidade do governo em passar uma segurança desse cenário, do que propriamente aos fundamentos da economia. “A presidente Dilma revela uma incapacidade de liderança e de diálogo muito grande na condução do quadro político, dificultando muito a resolução dos problemas”, disse.

Apresentou dados sobre o comportamento das exportações brasileiras, dizendo que recentemente o País começou a experimentar melhora de sua balança comercial, saindo de uma posição deficitária em 2014, de cerca de U$ 4,5 milhões para um superávit de U$ 20 milhões no ano passado, além de uma perspectiva de fechamento em U$ 40 milhões neste ano. “A desvalorização da nossa moeda ajudou a recuperar a nossa capacidade exportadora, particularmente da indústria, o que tende a melhorar a partir de agora”, afirmou. Disse que, da mesma forma, na área cambial, o quadro está favorável, com reservas internacionais da ordem de U$ 370 milhões, estimuladas pela valorização do dólar, o que deixa o País em posição confortável diante de eventuais turbulências no mercado externo. Criticou a política monetária que vem sendo adotada pelo Banco Central que, diferentemente dos bancos centrais dos países desenvolvidos, definem taxa de juros com foco na inflação, deixando de lado indicadores fundamentais, como nível de atividade econômica, taxa de desemprego, entre outros. Segundo o economista, na área fiscal, o déficit público poderia ser resolvido com o aumento da receita, o que significaria aumento da carga tributária e consequente reaquecimento da atividade econômica. “O déficit fiscal vem acontecendo, não por conta da despesa, mas de uma frustração de receita”, disse, lembrando que existe uma queda brutal da arrecadação tributária que acaba gerando crescimento do déficit, provocando a elevação da taxa de juros. “Não tem como retomar o crescimento econômico sem começar a mexer na taxa de juros, até porque ela impacta fortemente nos gastos da dívida pública”, concluiu.

Na oportunidade, foi servido um coquetel aos presentes, com a cortesia da Água Mineral Sarandi, Fante/Cordelier e Plaza São Rafael.

Também participaram do Economia em Pauta os conselheiros Alfredo Meneghetti Neto, Aristóteles Galvão, Bruno Breyer Caldas, Isabel Schutt e Rogério Tolfo, o conselheiro federal Henri Bejzman, além do ex-presidente do Corecon/RS Lauro Renck, o ex-delegado federal Luiz Machado, e o ex-vice-presidente Carlos Alberto Abel.

 

Encontro de Economia Gaúcha: Prorrogado prazo para submissão de trabalhos


Encontram-se abertas as inscrições de trabalhos para o 8º Encontro de Economia Gaúcha, que acontecerá nos dias 19 e 20 de maio próximo, na PUCRS. O prazo para submissão de trabalhos foi prorrogado até o dia 17 de abril.

O evento, promovido e organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Economia da PUCRS (PPGE) e pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), com o apoio do Corecon/RS, consolida-se como um dos mais expressivos espaços de debate sobre a economia estadual.

O objetivo do Encontro é propiciar a análise dos problemas econômicos do Rio Grande do Sul, sob uma perspectiva metodologicamente pluralista e tematicamente variada. Ele deve se constituir numa oportunidade de reflexão sobre temas variados, inserindo-se em diferentes tipos de discussão.

O evento destina-se a professores e pesquisadores, a alunos de Ciências Econômicas e áreas afins, bem como a profissionais da área de economia e público em geral.


Faça sua inscrição e confira mais informações no site do evento http://eventos.pucrs.br/eeg2016/

Simone e Miragaya visitam Badesul

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A presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães, e o presidente do Cofecon, economista Júlio Miragaya, reuniram-se, na manhã de quinta-feira, dia 31, com a ditetora-presidente do Badesul, Susana Kakuta. Simone Magalhães foi apresentar ao Badesul as ações que vêm sendo desenvolvidas pelo Conselho, na busca de uma maior aproximação da entidade com as empresas públicas e privadas, universidades e demais instituições de pesquisas existentes no estado.

A economista apresentou os eventos programados para este ano, destacando a próxima edição do Torneio Corecon/RS de Economia, que inicia em junho e terá o fomento como tema central. Disse que o Torneio é dirigido a estudantes dos cursos de Ciências Econômicas de todo o RS, com o objetivo de proporcionar oportunidades de utilização da prática e do conhecimento teórico, para o confronto através de jogos. Falou, ainda, sobre a importância de um maior aprimoramento e qualificação dos profissionais de Economia, através de cursos específicos exigidos pelo mercado de trabalho, e colocou o Corecon/RS, assim como seus “quase cinco mil economistas registrados, potenciais agentes multiplicadores do desenvolvimento do Rio Grande do Sul”, à disposição dos inúmeros projetos do Badesul.

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Suzana Kakuta, que também é gestora executiva do Parque Tecnológico da Unisinos (Tecnosinos), falou sobre as diversas frentes e ações desenvolvidas pelo Badesul na promoção do desenvolvimento econômico e social do RS, como órgão de financiamento e de promoção do conhecimento, voltado a projetos do setor público e de empresas privadas, com vistas ao desenvolvimento econômico do estado.

Também participaram do encontro o conselheiro do Corecon/RS, economista Alfredo Meneghetti Neto, e o conselheiro federal, economista Henri Bejzman.

Corecon/RS e Apimec/Sul firmam convênio

A presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães, e o presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento em Mercado de Capitais do RS (Apimec/Sul), economista José Júnior de Oliveira, reuniram-se, no último dia 22, na sede da Apimec/Sul, para acertarem os detalhes de convênio entre as duas entidades, que possibilitará aos economistas e estudantes de Economia, registrados no Corecon/RS, descontos especiais na participação de cursos promovidos pela Associação.

Além da parceria em cursos, as duas entidades desenvolverão ações conjuntas, voltadas à promoção de palestras e outros eventos, que visem ao treinamento e qualificação de seus associados junto ao mercado de trabalho.

Também participou da reunião o conselheiro do Corecon/RS e professor da PUCRS, economista Alfredo Meneghetti Neto.

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