Corecon/RS visita Prefeitura de Caxias do Sul

 

O delegado regional do Corecon/RS, economista Milton Biazus, e o fiscal da Entidade, economista Antonio Hichmann, visitaram, no dia 1º, quinta-feira, a secretária Maria Beatriz Monteiro, da Receita Municipal de Caxias do Sul. A reunião teve o objetivo de solicitar que a Prefeitura forneça ao Corecon/RS a relação de pessoas físicas e jurídicas inscritas junto ao ISSQN naquele município, que tenham como ocupação e/ou ramo de atividades privativas do profissional economista.

Os representantes do Corecon/RS reuniram-se, também, com os graduandos do Curso de Ciências Econômicas da Universidade de Caxias do Sul (UCS), oportunidade em que falaram sobre os aspectos legais da profissão, mercado de trabalho e a importância do vínculo do profissional da Economia com seu Conselho.

Corecon/RS nas formaturas dos Cursos de Ciências Econômicas

 

O Curso de Ciências Econômicas da Universidade de Caxias do Sul (UCS) realizou, na noite de sábado, dia 26 de agosto, cerimônia de diplomação dos novos bacharéis de Economia. O evento aconteceu no teatro da Universidade e homenageou os bacharéis Eduardo Antonio Nora, Rafael Dai Prá, Deivid Pontel, Mateus Dal Sotto Tonetti, Ricardo Barazzetti, Aline Bolfe, Camila Rodrigues, Karla Barbosa Castro e Ginês Marias Manea. O Corecon/RS foi representado pelo presidente da Associação dos Economistas da Serra (Ecoserra), economista Carlos Wanderlei Reis da Silva e pelo delegado do Conselho em Caxias do Sul, economista Milton Biazus, que passou às mãos do aluno Mateus Tonetti o Prêmio Distinção do Corecon/RS, por ter se destacado com as melhores notas do Curso.


O Corecon/RS retomou, em agosto último, o roteiro de participações nas formaturas dos cursos de Ciências Econômicas das universidades gaúchas. No dia 30 de julho, o vice-presidente da Aeconsul, economista João Carlos Madail, já havia participado da solenidade de colação de grau dos alunos do Curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Rio Grande (FURG), oportunidade em que representou o Corecon/RS na formatura de seis novos bachareis em Economia. A cerimônia aconteceu no Cidec Sul, no Campus Carreiros, em Rio Grande.

Na noite do dia 1º, o conselheiro Filipe Grisa representou o Corecon/RS na solenidade de colação de grau de 11 formandos do Curso de Ciências Econômicas da UFRGS, realizado no Salão de Atos da Universidade, em Porto Alegre.


No dia 13 de agosto, a presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães, representou a Entidade na solenidade de colação de grau dos alunos do Curso de Ciências Econômicas da Unisinos, quando foram diplomados, durante solenidade no anfiteatro Padre Werner, 12 novos bacharéis em Economia. Na noite do mesmo dia, o economista José Luiz da Silva Araújo representou o Conselho na formatura de 22 novos bacharéis do Curso de Ciências Econômicas da PUCRS, ocorrida no Centro de Eventos da Universidade.

Corecon Acadêmico: Economistas levam experiências de mercado a estudantes

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A Faculdade de Desenvolvimento do RS (Fadergs) foi palco, na noite da última quinta-feira, dia 26, da retomada do programa Corecon Acadêmico, promovido pelo Corecon/RS. Desenvolvido junto às universidades gaúchas, com o objetivo de levar aos estudantes experiências de profissionais sobre o mercado de trabalho, o novo formato, mensal e itinerante, em estilo “talk-show”, reúne economistas de diversas áreas e setores, jornalistas e estudantes do Curso de Ciências Econômicas da Universidade anfitriã, para discutirem temas de interesse dos estudantes da área de Economia.

Da primeira edição do Corecon Acadêmico, intitulado “O Economista na Sociedade”, ocorrida no Auditório da Instituição, participaram os economistas Leandro Antônio de Lemos (ex-presidente do Corecon/RS e professor da PUCRS), Bruno Breyer Caldas (conselheiro do Corecon/RS e pesquisador da Fundação de Economia e Estatística - FEE), Oscar Frank Junior (ex-professor da Fadergs) e Paulo Costa Fuchs (vice-presidente do Instituto de Estudos Empresariais – IEE e sócio-Diretor da FAAST Consultoria Inteligente). O debate foi mediado pela editora-assistente de Economia do Jornal do Comércio, jornalista Cristine Pires, e também contou com a participação do estudante da Fadergs, Vitor Fontanari da Silva.

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Os trabalhos foram abertos pela coordenadora do Curso de Ciências Econômicas da Fadergs, professora Cláudia Katherine Rodrigues, que agradeceu a presença dos palestrantes e falou sobre a importância do evento. Disse que a Fadergs e o Corecon/RS levam este debate para dentro da faculdade, com o objetivo de oportunizar aos alunos a discussão do papel do economista na sociedade. “Temos que pensar numa sociedade que está em constante transformação e saber que o papel do economista também está se alternando e se modificando na medida em que o tempo avança”, afirmou.

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Ao iniciar os trabalhos, a jornalista Cristine Pires solicitou aos participantes que falassem sobre suas experiências profissionais, assim como, também, sobre o perfil do economista para atuar no mercado de trabalho atual.

Bruno Caldas, que além de pesquisador da FEE é conselheiro do Corecon/RS, iniciou sua apresentação informando que o economista não é um intelectual, não precisa falar bonito e muito menos convencer aos outros de que ele possua uma teoria mágica para resolver problemas, mas que “ele deve, isso sim, gerar credibilidade através do seu trabalho”. Disse que a função da universidade é ensinar o método científico em economia, a capacidade de isolar a causalidade entre as variáveis, tanto na questão da macroeconomia, como na questão mais específica.

O professor da PUCRS e ex-presidente do Corecon/RS, Leandro de Lemos, explicou a importância do Conselho de Economia na vida do profissional. Agradeceu a convivência que teve com os conselheiros da Entidade na época em que desempenhou suas atividades como conselheiro ou como presidente. “Foi ali que aprendi a ser economista”, disse, lembrando que se trata de voluntários que, mesmo não sendo remunerados, dedicam parte e tempo importantes de suas vidas na busca da valorização da atividade profissional de Economia no mercado de trabalho. Falou sobre a necessidade de modernizar as ferramentas acadêmicas de formação do economista, ressaltando que as empresas atuais possuem modelagens de produção totalmente diferentes das que aprendemos nos cursos de Economia. Citou, como exemplo, empresas da área de energia solar, ou de biofármicos. “Estudamos modelos para utilizar pontos de equilíbrio, e temos que ter a ferramenta para buscar a eficiência das empresas no mercado”, afirmou, citando recuperação econômica de empresas, Participações Público-Privadas (PPPs) e projetos de inovação como grandes áreas para atuação do economista.

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O economista Paulo Fuchs falou dos motivos que o levaram a criar sua empresa e apresentou algumas ideias da escola econômica de pensamento austríaca. Disse que o economista é uma pessoa que analisa a sociedade com base na ciência e que as pessoas devem ter a liberdade de decidirem individualmente como é que vão gastar o seu dinheiro. “Enquanto o Brasil não acumular capital não terá crescimento sustentável e viveremos apenas de espasmos de crescimento”, afirmou.

O economista Oscar Frank Júnior falou sobre a importância que o profissional de economia tem na relação com o aumento da eficiência, da possibilidade de geração de valor e de riquezas. Defendeu uma reavaliação do método de ensino nos cursos de Ciências Econômicas, através do maior foco às disciplinas consideradas fundamentais para a atividade do economista no mercado. “Essas disciplinas devem servir de ferramental básico que ele possa atuar de forma mais efetiva e eficaz no mercado de trabalho e na sociedade”, acrescentou.

O aluno Vitor Fontanari lembrou que foi na Faculdade de Economia que lhe foi apresentada a oportunidade de atuar no mercado financeiro de capitais e que foi no Curso de Ciências Econômicas da UNISC, onde iniciou os estudos, onde descobriu que a Economia é muito mais do que isso. “Ali, descobri que Economia é a ciência da ação humana, as causas e as consequências”, concluiu.

Economistas gaúchos entre os vencedores do Prêmio Brasil de Economia

pedro fonsecaOs economistas gaúchos Pedro Cezar Dutra Fonseca, Ricardo Dathein e Márcia Scudella estão entre os vencedores do XXII Prêmio Brasil de Economia. Com o trabalho "Desenvolvimentismo: A Construção do Conceito", Fonseca conquistou o 1º Lugar na Categoria Artigo Técnico ou Científico. Dathein, conquistou o 3º lugar na Categoria Livro de Economia com a obra “Desenvolvimentismo: o conceito, as bases teóricas e as políticas”, do qual foi organizador, e teve, como autores, André Cunha, Fernando Ferrari Filho, Luiz Faria, Marcelo Milan, Marcilene Martins, Octavio Conceição, Pedro Fonseca e Ronaldo Herrlein Jr, da FCE/UFRGS. Márcia Scudella  conquistou o 2º lugar na Categoria Artigo Técnico ou Científico com o trabalho “O Cooperativismo e o Desenvolvimento Local: um estudo da cooperativa de crédito Sicredi Serrana RS - Unidade de atendimento de Boa Vista do Sul (RS) no período do 1997-2010”.

Os resultados foram divulgados pelo Cofecon, e a solenidade de premiação será realizada no dia 31 de agosto, durante o XXV Simpósio Nacional dos Conselhos de Economia (Since), em Natal, Rio Grande do Norte.

Foram inscritos nesta edição do Prêmio um total de 88 trabalhos, que passaram pela análise e julgamento de uma Comissão Avaliadora, composta por 15 professores doutores.

Conheça os trabalhos premiados:

Categoria Livro de Economia:

1º Lugar: Economista Pedro Linhares Rossi. Título: “Taxa de Câmbio e Política Cambial no Brasil”;

2º Lugar: Economista Marco Antônio Jorge. Título: “Homicídios no Brasil em Sergipe - Uma Análise sob a ótica da Economia do Crime”;

3º Lugar: Economista Ricardo Dathein. Título: “Desenvolvimentismo”.

Categoria Tese de Doutorado:

1º Lugar: Economista Antônio Cláudio Lopes da Gama Cerqueira. Título: “Ensaios sobre inflação, dinâmica produtiva e política econômica em uma abordagem estruturalista Pós-Keynesiana” - Instituição: Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da UFMG;

2º Lugar: Economista Erika Cristina Barbosa de Almeida Ribeiro. Título: “Ensaios sobre os gastos públicos dos municípios brasileiros: análises dos fenômenos efeito flypaper, corrida para o fundo e migração de bem-estar” - Instituição: Universidade Federal de Juiz de Fora;

3º Lugar: Economista Rosangela Maria Pontili. Título: “Determinantes do Abandono e atraso Escolar, de adolescente no ensino médio: uma análise para a região Sul do Brasil”- Instituição: Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Campus de Toledo.

Categoria Dissertação de Mestrado:

1º Lugar: Economista Cryslaine Flávia da Silva Rodrigues. Título: “O Efeito da Política Industrial sobre o Potencial de Crescimento Brasileiro: Uma análise voltada para projeção com ênfase no período de 2016-2015”; Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte;

2º Lugar: Economista Letícia Szczepanski. Título: “A Pesquisa e o Desenvolvimento no setor de energia elétrica brasileiro: sua eficiência e influência no desempenho empresarial das companhias do setor”; Instituição: Universidade Federal do Paraná;

3º Lugar: Economista Rafael Campos Bistafa. Título: “Impactos Econômicos da Nova Realidade da Exploração do Pré-sal. Existe uma ameaça ao etanol?” - Instituição: Fundação Getúlio Vargas - SP.

Categoria Artigo Técnico ou Científico:

1º Lugar: Economista Pedro Cezar Dutra Fonseca. Título: “Desenvolvimentismo: A Construção do Conceito”;

2º Lugar: Economista Márcia Scudella. Título: “O Cooperativismo e o Desenvolvimento Local: um estudo da cooperativa de crédito Sicredi Serrana RS - Unidade de atendimento de Boa Vista do Sul (RS) no período do 1997-2010”;

3º Lugar: Economista Verônica de Castro Lameira. Título: “O papel das redes na mobilidade laboral de curta e longa distância: evidências para o Brasil formal”.

Categoria Monografia de Graduação

1º Lugar: Estudante Daniel Ribera Vainfas - Título “O Mercado Enraizado: uma crítica ao mercado como ordenador universal da economia a partir da antropologia econômica de Karl Polayi”. Instituição: Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro;

2º Lugar: Estudante Marco Aurélio Sigismondi Ahuaji Filho. Título: “"Exportações por Intensidade Tecnológica dos Estados Brasileiros: evolução e importância no crescimento econômico"”. Instituição: Universidade Estadual de Ponta Grossa;

3º Lugar: Estudante Valdijane Alves Melo. Título: “Açailândia Expresso Progresso, eixo do Maranhão: Um olhar sobre o panorama histórico e econômico’. Instituição: Universidade Federal de Tocantins.

Matéria completa, no site do Cofecon

Comunicado Eleições


EDITAL DE CONVOCAÇÃO

Senhores (as) Economistas,

Conforme Edital de Convocação de Eleições publicado no dia 15 de agosto do corrente ano, no Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Sul e Jornal Correio do Povo, o Conselho Regional de Economia 4ª Região/RS, torna público que nos dias 27, 28, 29, 30 e 31 de outubro de 2016 estará realizando as eleições para Renovação de terço de membros deste Conselho, sendo 03 (três) Conselheiros Efetivos, 03(três) Conselheiros Suplentes, 01 (um) Delegado-Eleitor Efetivo e 01 (um) Delegado-Eleitor Suplente, junto ao Colégio eleitoral do COFECON.

Informamos que o prazo para as inscrições de chapas se encerra às 17h00min do dia 14/09/2016, na sede do CORECON/RS, sito à Rua Siqueira Campos, 1184 - Conj. 601 a 606 - Centro - Porto Alegre/RS.

Ressaltamos, ainda, que todos os documentos pertinentes às eleições encontram-se disponíveis pra download em nosso sítio eletrônico www.coreconrs.org.br.

Atenciosamente,

Economista Simone Magalhães,
Presidente.

 

Mantenha Cadastro e situação regularizados junto ao Corecon/RS

Neste ano de 2016, as eleições para a renovação de um terço de Conselheiros Efetivos e Suplentes do CORECON/RS e de Delegado-Eleitor Efetivo e Suplente junto ao colégio eleitoral do Conselho Federal de Economia (COFECON), serão realizadas por meio de sistema eletrônico – web voto.

O voto será exercido diretamente pelo Economista, por meio de senha individual fornecida pelo COFECON, para os profissionais com registro Definitivo e em pleno gozo de seus direitos profissionais (quite com suas anuidades ou, na hipótese de parcelamento de débitos, quite com as parcelas vencidas).

Sendo assim, caso V. Sª. esteja inadimplente e, para que tenha a oportunidade de participar dessa nova e cômoda modalidade de votação, será necessário regularizar situação junto ao CORECON/RS.

Para o sucesso deste novo formato de eleições, é imprescindível que o seu cadastro esteja atualizado na base de dados do CORECON/RS. Para tanto, solicitamos que atualize seu endereço, telefone e e-mail até o dia 31/08/2016. Os dados poderão ser enviados por meio do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Corecon/RS visita Grupo CEEE

A presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães, visitou, nesta quinta-feira, dia 18, o presidente do Grupo CEEE, economista Paulo de Tarso Pinheiro Machado. A reunião atende ao programa de visitas a instituições de expressão do nosso estado, que a Entidade vêm realizando desde o início deste ano, com o objetivo de estreitar relações, promover intercâmbios e desenvolver parcerias, com vistas à melhoria da qualificação do economista e à ampliação do mercado de trabalho.

Durante o encontro, que também contou com a presença do Assessor do Grupo, advogado Evandro Bremm, a presidente do Corecon/RS fez uma apresentação das ações que a entidade representativa dos economistas gaúchos vem realizando ao longo do ano. Ressaltou o acompanhamento à quase totalidade das formaturas promovidas pelos cursos de Economia das universidades da região metropolitana de Porto Alegre e do interior do estado e as inovações na área da Comunicação e mídias digitais, que vem proporcionando maior interatividade entre o Conselho e os economistas e estudantes de Economia do RS.

ceee3O presidente do Grupo CEEE agradeceu a visita do Corecon/RS e elogiou a capacidade técnica de seus conselheiros, ressaltando a importância de seus conhecimentos e análises, especialmente nesse momento de dificuldades por que vem passando os estados e o País. Paulo de Tarso colocou-se à disposição para a realização de parcerias e convênios que venham ao encontro dos anseios e necessidades dos quase 4,5 mil economistas gaúchos registrados no Conselho e informou que contatará o Corecon/RS para uma visita ao Centro Cultural Érico Veríssimo, localizado no Centro Histórico de Porto Alegre.

Dando continuidade às visitas programadas pelo Corecon/RS, a presidente Simone Magalhães, acompanhada de um grupo de conselheiros, estará, na próxima quarta-feira, dia 24, na Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA), oportunidade em que se reunirá com o presidente, economista Paulo Afonso Pereira. No dia 14 de setembro próximo, o Corecon/RS visitará a presidente da Federação das Associações Comerciais do RS (Federasul), Simone Leite.

Ao longo deste ano, o Corecon/RS já visitou mais de uma dezena de instituições, entre elas FIERGS, BRDE, Fecomercio, Badesul, Sebrae, Secretaria Estadual de Desenvolvimento, Secretaria Municipal da Fazenda, Ajuris, Tribunal de Justiça do RS, Corregedoria-Geral de Justiça do RS, Banrisul, entre outras instituições.

"Os ajustes não podem mais ser os mesmos do passado", diz Aod

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O ex-presidente da Fundação de Economia e Estatística (FEE) e ex-Secretário da Fazenda no governo de Yeda Crusius, economista Aod Cunha de Moraes Junior, foi o palestrante da última edição do Economia em Pauta, ocorrida na noite do dia 16 de agosto, no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre. O evento, que discutiu o cenário global e a economia brasileira, fez parte da programação do Corecon/RS em comemoração ao Mês do Economista.

Dirigindo-se a um público de quase uma centena de pessoas que lotaram a Sala Acácia, no segundo andar do Hotel, a presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães, agradeceu a presença de todos e, em especial a do palestrante, que teve que adequar sua agenda em função de viagem previamente marcada. Falou da importância do tema proposto ao debate e apresentou o curriculum do palestrante, que é pós-Doutor em Economia pela Universidade de Columbia, em Nova York, nos EUA, e também foi consultor sênior do Banco Mundial e diretor dos bancos JP Morgan e BTG Pactual. Fez, ainda, um convite aos presentes para acompanharem as ações dirigidas aos economistas que a Entidade vêm desenvolvendo, através dos diversos canais digitais do Conselho, como o site, o facebook, tweeter, o canal youtube, o boletim on line, e a TVCorecon/RS, entre outros.

Aod Cunha iniciou sua apresentação anunciando que sairia um pouco da discussão conjuntural deste momento do País para discutir, sob o seu ponto de vista, os desafios que a economia brasileira tem dentro de uma trajetória mais longa, comparando-a com um paralelo global. Traçando um paralelo histórico do desenvolvimento da economia global, lembrou que a civilização humana conviveu durante séculos com a pobreza, tornando-se incrivelmente mais rico a partir do século XIX. Utilizando-se de dados gráficos, demonstrou que, enquanto no ano de 1800 a renda média da população mundial era de U$ 3 por dia, no início da década atual, menos da metade já vivia com este montante diariamente, e que a geração de riqueza global cresceu ainda mais exponencialmente nas últimas três décadas. “Ainda que a concentração de renda global na camada dos 1% superiores tenha subido nas últimas décadas, a pobreza absoluta também vem caindo rapidamente”, disse, citando estimativas do Banco Mundial de que em 2015, pela primeira vez, menos de 10% da população mundial vive com menos de U$ 1,9 ao dia. Falou sobre a trajetória da economia brasileira, que veio alternando períodos de crescimento econômico mais acelerados, como nas décadas de 60 e 70, com períodos de estagnação, como ocorrido na década de 80 e início dos anos 90. “Conseguiu deixar de ser um país pobre, mas segue uma trajetória de ficar velho antes de enriquecer”, alertou, comparando a situação brasileira com a da Grécia. Lembrou que o Brasil, há décadas, vem persistindo num modelo de crescimento econômico altamente dependente do estado, com aumento de gastos e intervenções frequentes na economia, alternando ajustes paliativos e crescimento, mas sem uma medida efetiva de combate ao déficit público, o que levou o País, com uma carga tributária de cerca de 17% do PIB, na década de 90, a algo próximo de 38% do PIB nos dias atuais. “É que a economia veio crescendo, dependendo às vezes de um cenário externo mais favorável, mas muito mais baseado na expansão de gastos e de investimentos públicos, fazendo com que estourasse a capacidade de geração de receita do estado, e se instalando o déficit, a inflação e, consequentemente, o aumento da carga tributária”, explicou.

IMG 3405Afirmou que, ao observarmos o período de crescimento da década de 60 a 70, a estagnação de 80 a 90, depois a retomada de crescimento nos anos 2000 e mais recentemente esse boom global de 2003 a 2010, percebe-se que a economia brasileira não acompanhou o crescimento do cenário global, crescendo menos que os países emergentes e, em alguns momentos, menos que os países desenvolvidos, diferentemente do que ocorreu na década de 60 a 70. “É que, provavelmente, esse modelo de crescimento que um dia tivemos já se esgotou, e que, agora, o desafio é bem maior, e que os ajustes que teremos que fazer não podem mais ser os mesmos do passado”, disse, citando, ainda, os ajustes e controles de gastos feitos na década de 90 ou, mesmo, em 2003, no início do governo Lula.

Disse que o mundo pós crise de 2008 impõe complexos desafios para a continuidade de um crescimento global mais intenso. Para ele, embora a economia global se encontre em dificuldades de recuperar seu ritmo de crescimento econômico anterior, o mais importante é entender, numa ótica relativa, que cada economia tem estágios distintos da outra. Citou previsões do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para crescimento da economia global para o próximo ano em torno de 2,5% ou 2,6% e disse que, se para países como os EUA, com uma renda per capita de U$ 55 mil e que vieram de um crescimento econômico médio de 4,5% até a crise de 2008, esse resultado seria dramático, o impacto que teria esse resultado para a economia de países com uma renda per capita de U$ 11mil ou U$ 12 mil, como o Brasil. “E tudo leva a crer que o mundo deve crescer menos, com este cenário atual de recuperação lenta da economia global”, afirmou, supondo-se que não haja qualquer tipo de deterioração global, como aumento da desaceleração da economia chinesa, ou eventual efeito negativo de ajustamento na Europa, ou, mesmo, retração da economia americana.

aod3Falando sobre os atuais desafios para o Brasil, o economista afirmou que há um forte plano demográfico que vai impactar na conta da Previdência de tal forma que o País não conseguirá mais escapar simplesmente fazendo pequenos ajustes, e disse que, ao observar-se uma agenda mais ampla, percebe-se que ainda hoje se discute a mesma pauta de cinco, 10, 15 ou 20 anos atrás. Lembrou que o Brasil gerou o seu boom demográfico na década de 60 e 70, com uma taxa de natalidade maior do que a de outros países, desacelerando, de uma forma muito rápida, ao longo da década de 80 e 90, provocando, assim, uma estrutura demográfica bem diferente da global. Afirmou que a sociedade terá que discutir o tipo e o tamanho de estado que quer, assim como suas formas de financiamento. “Seja o estado que for, maior, menor, mais atuante ou menos atuante, o importante é que ele precisa caber nele mesmo”. Lembrou, ainda, que os recentes movimentos por parte do governo não têm sido no sentido de uma melhora desse cenário e disse que, se o processo de impeachment encerrar, esse governo sabe que precisa fazer reformas, especialmente a da Previdência, mas fica a dúvida se terá capacidade política de fazê-las. “O que realmente mudou é a urgência e a necessidade, agora muito maior, de se fazer alguma coisa. E isso exige da sociedade uma maturidade muito maior do que ela vem apresentando até agora”, concluiu.

No final do Encontro, foi servido um coquetel aos presentes, com a cortesia da Água Mineral Sarandi, Vinícola Laurentia e Plaza São Rafael.

Estiveram presentes o vice-presidente do Corecon/RS, economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos, e os conselheiros Aristóteles Galvão e Gabriel Torres. Também participaram os ex-presidentes Lauro Renck, Carlos Gonçalves Gastaud, o ex-vice-presidente Carlos Abel, além dos ex-conselheiros Vladimir da Costa Alves e Ricardo Englert.

Corecon Acadêmico abre primeira edição na Fadergs


Aproveitando a data, e atendendo ao programa desta Gestão, o Corecon/RS está retomando o Corecon Acadêmico, agora em novo formato. Trata-se de evento universitário, mensal e itinerante, estilo “talk-show”, que reúne economistas de diversas áreas e setores, jornalistas e estudantes do Curso de Ciências Econômicas da Universidade, para discutirem temas de interesse dos estudantes da área de Economia.

A primeira etapa do Corecon Acadêmico, intitulado “O Economista na Sociedade”, acontece no dia 25 de agosto próximo, às 19h30min, no Auditório da Unidade Riachuelo da Faculdade de Desenvolvimento do RS (Fadergs), na Rua Riachuelo, 1257, em Porto Alegre.

Participarão os economistas Leandro Antônio de Lemos (ex-presidente do Corecon/RS e professor da PUCRS), Bruno Breyer Caldas (conselheiro do Corecon/RS e pesquisador da Fundação de Economia e Estatística - FEE), Oscar Frank Junior (Economista da Federação das Indústrias do RS - FIERGS) e Paulo Costa Fuchs (vice-presidente do Instituto de Estudos Empresariais - IEE).

Também farão parte da mesa de debates a jornalista Cristine Pires (editora-assistente de Economia do Jornal do Comércio), que fará a amediação, e o estudante da Fadergs, Vitor Fontanari da Silva.

Entrada gratuita!

Maiores informações, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo fone (51) 32511111, ramal 6014.

Acompanhe a programação do Since/2016, em Natal

 

O XXV Simpósio Nacional dos Conselhos de Economia (Since) acontecerá de 31 de agosto a 3 se setembro próximo, em Natal (RN), e terá como tema central os “Desafios da Economia Brasileira”. Como subtemas, a “Formação, aperfeiçoamento profissional e mercado de trabalho do economista”, “Aperfeiçoamento do sistema Cofecon/Corecons” e “Estrutura e conjuntura econômica, política e social do Brasil”. O objetivo é examinar e debater questões relativas à atuação e aperfeiçoamento do Sistema Cofecon/Corecons e à atuação profissional dos economistas; estabelecer linhas de ação conjunta Cofecon/Corecons; além de debater assuntos referentes à própria formação e o aperfeiçoamento profissional dos economistas; debater a estrutura e conjuntura econômica, política e social do país. 

A presidente da Corecon/RS, economista Simone Magalhães, participará do Since 2015. Também terá, sob sua coordenação, o Grupo de Trabalho “Formação, Aperfeiçoamento Profissional e Mercado de Trabalho do Economista”, no dia 1º.

O Evento é uma oportunidade singular principalmente para a discussão de problemas e questões de legislação, normativos, regimentais, operacionais, administrativos e de gestão do Sistema Cofecon/Corecons e de diretrizes voltadas para a formação e aperfeiçoamento dos economistas. Suas decisões são tomadas em assembleia, onde votam os delegados indicados pelos Corecons, conforme sua representatividade quantitativa de economistas registrados.

Para maiores informações e Programação, clique aqui

Aod Cunha será o palestrante do "Economia em Pauta" de Agosto, no Plaza

 

O economista Aod Cunha será o palestrante do "Economia em Pauta", nesta terça-feira, dia 16, às 18h30min, no Hotel Plaza São Rafael (Av. Alberto Bins, 514). Abordará o tema “Cenário global e economia brasileira”. O evento faz parte da programação do Corecon/RS, alusiva ao Mês do Economista.

Pós-doutor em Economia pela Universidade de Columbia (Nova York, EUA), Aod Cunha de Moraes Junior foi presidente da Fundação de Economia e Estatística (FEE), secretário da Fazenda do RS, consultor sênior do Banco Mundial e diretor dos bancos JP Morgan e BTG Pactual.

Será fornecido um certificado de 2 horas complementares aos estudantes que participarem do evento.

Na oportunidade, será servido um coquetel aos presentes, com a cortesia da Água Mineral Sarandi, Vinícola Laurentia e Plaza São Rafael.

Entrada gratuita!

Informações e reservas pelo fone (51) 3254.2600 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

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