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SELO ENEF

O ensino da Economia e os novos tempos

claudia
 
Cláudia Katherine Rodrigues
Economista, Coordenadora do Curso de Ciências Econômicas da Fadergs
Corecon Nº 7079

 

Em que época foi criado o Curso de Ciências Econômicas da Fadergs?
O curso de Ciências Econômicas da FADERGS realizou seu primeiro vestibular no primeiro semestre de 2009. Já estamos completando nove anos de oferta, duas vezes por ano.

Ao longo desse período, quantos economistas a Faculdade já colocou no mercado?
Já são 28 alunos egressos do curso de Ciências Econômicas da FADERGS inseridos no mercado profissional.

Como está posicionado Curso dentro do contexto do MEC?
Passamos por renovação de conhecimento em 2016, quando obtivemos a nota 4 nesse processo do MEC (notas de 1 a 5). Além disso, obtivemos nota 4 no ENADE de 2015 realizado pelo INEP (notas de 1 a 5). Tratam-se de dois excelentes resultados e que colocam o curso de Economia da FADERGS em destaque no mercado. Nosso desafio em 2018, é realizar a nova edição do ENADE e continuar o processo de evolução e bons resultados do curso.

Como foi a mobilização junto aos alunos para enfrentarem o Enade?
Em 2015 fizemos uma boa mobilização e, agora, em 2018, estamos repetindo esse processo. Mas isso não acontece somente nos anos que ocorrem as provas do ENADE (de três em três anos), na verdade, nosso curso além de atender aos requisitos das diretrizes curriculares, ele também foi montado: grade, planos de ensino, sistemas de avaliação, extensão e pesquisa, de modo a atender às competências previstas no ENADE, além da aderência às demandas do mercado da profissão. Portanto, os alunos estão em contato com as exigências das provas do ENADE, semestre a semestre, disciplina a disciplina. Realizamos simulados e trabalhos com questões do modelo ENADE desde o primeiro semestre do aluno. É claro que em ano de ENADE intensificamos estas ações, por exemplo, em 2018, estamos disponibilizando cursos, listas de exercícios e simulados.

Como ficou a nova grade curricular?
Estamos vivendo uma revolução no ensino, em menos de três anos, a informação e o conhecimento já mudaram, são novas profissões e novas formas de relações se formando num piscar de olhos. E necessitamos fazer com que o nosso aluno esteja atento e perceba exatamente essas transformações. A FADERGS pertence a Rede Laureate, a maior rede de instituições de ensino do mundo, somente no Brasil são 12 instituições ligadas a rede. Portanto, quando pensamos como rede, percebemos que possuímos uma equipe qualificadíssima que vai além das fronteiras da FADERGS, na verdade nós temos profissionais espalhados pelo Brasil todo, que são dotados de competências, qualificações e conhecimento para criar currículos e estratégias de ensino definitivamente inovadores. E é isso que durante todo o ano de 2017 foi realizado. Foram coordenadores, professores, tutores e orientadores trabalhando e contribuindo para criação de currículos, grades de ensino e planos de ensino ainda mais aderentes às demandas legais e principalmente às demandas de mercado. Hoje, por exemplo, nosso currículo tem laboratórios de empreendedorismo e inovação e nossos planos de ensino preveem metodologias ativas e o uso da avaliação formativa em todas as aulas.

Que tipo de mudanças mais efetivas foram promovidas?
Eu poderia citar várias mudanças, mas vamos focar na inclusão do laboratório de empreendedorismo e inovação que visa desenvolver nos alunos a competência de modelagem de negócios. Eles trabalham diversas ferramentas de inovação dentro desse laboratório, de modo prático e buscando soluções efetivas para situações reais através do atendimento à comunidade ao redor. E, através desse processo, eles acabam também assumindo um importante papel de responsabilidade social.

De que forma vem acontecendo esse atendimento à comunidade?
Temos núcleos de práticas, com um dia e horário específicos, com uma equipe de alunos e professores para o atendimento à comunidade. No semestre passado, por exemplo, fechamos uma parceria com a Secretaria da Indústria e Comércio de Porto Alegre (SMIC), que precisava capacitar imigrantes e ambulantes para que eles pudessem renovar o alvará. Então, nos procuraram, e partimos para a realização de oficinas de empreendedorismo, de formação de preço de venda e de gestão financeira. Usamos a nossa estrutura de sala de aula para a realização das capacitações aos imigrantes e ambulantes. Tanto a confecção do conteúdo das capacitações, quanto a ministração do curso, foram realizadas pelos alunos com a supervisão dos professores. Após realizado o curso, os alunos ainda continuaram acompanhando aqueles que desejaram orientações individuais sobre os temas trabalhados em sala de aula.

Qual foi o impacto dessas ações junto aos órgãos parceiros?
A resposta imediata da SMIC foi que esse público dependia dessa qualificação para conseguirem alcançar o alvará. E esse objetivo foi alcançado. Uma segunda resposta, que é mais um desafio, é que a Secretaria continua nos procurando para novas intervenções. Outra ação de interatividade com a comunidade, é que promovemos diversas palestras em associações comunitárias e em escolas municipais na área de educação financeira. Então, o que temos visto hoje é o fato de estarmos nos posicionando e ocupando espaços junto a essa lacuna da comunidade carente de informação.