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Seja qual for o seu motivo, faça um mundo com mais Economia.

O economista e o mercado de trabalho

claudia

 

Cláudia Katherine Rodrigues
Economista, Coordenadora do Curso de Ciências Econômicas da Fadergs
Corecon Nº 7079

 


De que forma o economista recém formado vai encontrar hoje o mercado para atuação profissional?
O aluno que se forma vai encontrar um mercado de trabalho não muito diferente das outras profissões. Hoje, mais do que nunca, não é o suficiente ter um canudo na mão, ou ter uma profissão e acreditar que vão haver vagas à disposição, ou, ainda, que se faça um processo seletivo simples, e que se entre e passe a executar o trabalho almejado. Hoje, cada vez mais, o mercado pensa num profissional que vá além da competência técnica. Que tenha competência comportamental, de atitude. Ou seja, o que estamos falando é que o aluno de Economia precisa se desenvolver do ponto de vista de relacionamento interpessoal, que está relacionado à network. Precisa trabalhar a questão de comunicação porque ele vai precisar se expressar oralmente, ou se expressar através de relatório. Precisa estar preocupado em saber trabalhar em equipe, em ter um perfil mais empreendedor, mais inovador, para que possa contribuir com novas ideias, produtos, novas soluções para os processos das organizações.

Que cuidados ele deve ter para enfrentar esse novo cenário?
Eu vou me remeter um pouco ao Corecon Acadêmico, onde foi abordada a importância de o aluno ir além daquilo que o professor fala. Ir além do que está previsto no conteúdo das disciplinas. Há 15 anos atrás tinha-se uma determinada velocidade na troca de informações, e hoje temos uma velocidade três, quatro, cinco vezes maior. Esse aluno precisa perceber que entrou na faculdade e que quatro ou cinco anos depois, quando ele se forma, já existe uma quantidade muito grande de informações novas, de publicações, e ele precisa estar atualizado. Em hipótese alguma ele pode se acomodar apenas com o que acontece dentro do ambiente da faculdade, da universidade. Ele precisa estar, incessantemente, buscando informações que transcendem esses horizontes.


Qual o perfil ideal para o novo profissional da Economia?
O profissional da Economia precisa ter um bom domínio sobre matemática, estatística, principalmente porque tem um campo de atuação muito forte na área de big-data. Tem uma quantidade muito grande de informações que precisam ser processadas e analisadas, e deve ter condições de extrair dali os dados que realmente são relevantes e contribuem para a tomada de decisão das organizações. Tem um campo muito vasto, também, para a atuação do profissional da economia também dentro das empresas, especialmente àquelas pertencentes às novas economias: economia do compartilhamento, economia da inovação, economia da tecnologia. Deve repensar, também, sobre os novos modelos de negócios e como isso vai mudar o cenário econômico, a forma de organização econômica, etc.

Que tipo de formação complementar o novo profissional pode buscar para melhor se prepara para o mercado de trabalho?
Os cursos de formação complementares são bastante técnicos, verticalizados, e precisamos nos desenvolver sobre competências interpessoais, de comunicação, focar no desenvolvimento de características empreendedoras, inovadoras. No próprio Corecon Acadêmico foi falado da importância de o economista aprender um pouco dessa área de programação, de tecnologia da informação, de forma a criar condições para informatizar, robotizar as situações. Da mesma forma, o domínio de outros idiomas é fundamental e não apenas para o economista.

De que forma eventos como o Corecon Acadêmico podem contribuir para o aprimoramento do futuro economista?
Tivemos um retorno fantástico dos alunos sobre o Corecon Acadêmico realizado aqui na Fadergs. Contamos com um excelente grupo de palestrantes, com perfil diferenciado, e extremamente inspiradores. Essa diversidade foi muito interessante, já que pudemos assistir a profissionais que enfocaram temas, como a importância da pesquisa, com previsões de futuro para a mudança da organização econômica. Tivemos o empresário, como um agente transformador, de progresso, destacou questões ligadas ao empreendedorismo. Da mesma forma, o economista com forte atuação na federação de indústrias. Tudo isso, somado, deixou a sensação de motivação entre os alunos, e a certeza de terem escolhido a profissão certa.

Por que os cursos de Economia ainda têm procura muito inferior a outros como, por exemplo, Administração?
Isso é um desafio importante, de perceber o curso de Economia não como uma atividade intelectual, mas como uma profissão que traz resultados e soluções, e que resolve problemas, como é o caso de cursos como Administração. É o desafio de conseguirmos reformular os currículos e torná-los mais preocupados com questões mais conectadas com o novo mundo que estamos vivendo.