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"A profissão, especialmente nos momentos de crise, apresenta uma série de oportunidades", afirma Garcia


O professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e conselheiro do Corecon-RS, economista Felipe Garcia, foi o palestrante do Economia em Pauta, realizado no dia 25 último, na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), em Santa Cruz do Sul. Numa promoção do Conselho, com o apoio da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade, abordou “A crise como oportunidade: o mercado de trabalho do Economista no cenário de incerteza”. O Encontro foi aberto pela coordenadora do Curso, economista Rosa Valentim, e reuniu, no miniauditório do Bloco 53, alunos e professores para discutirem o tema. Também estiveram presentes o presidente do Corecon-RS, economista Rogério Tolfo, o conselheiro Aristóteles Galvão e o ex-conselheiro Vladimir Alves.

A professora Rosa de Fátima Valentim apresentou o palestrante e agradeceu ao presidente do Corecon-RS e aos conselheiros o apoio para a realização do evento. Lembrou que neste ano a Unisc está completando 25 anos e que o Curso de Economia chega aos seus 33º aniversário de sua criação e que a primeira turma graduou-se em 1989.

O presidente Rogério Tolfo explicou a finalidade dos órgãos federais, como o Conselho de Economia, na fiscalização da profissão e explicou as diversas ações que vêm realizando no sentido de promover, cada vez mais, a aproximação dos cursos, seus alunos e o profissional de Economia com seu órgão de representação, seja através do fortalecimento da profissão, da qualificação e atualização de seus registrados.

felipe1O economista Felipe Garcia iniciou sua apresentação dizendo que, mesmo diante de um cenário adverso do mercado de trabalho, gerado a partir do mau desempenho da economia nos últimos anos, há possibilidades interessantes. “A nossa profissão, especialmente nos momentos de crise, apresenta uma série de oportunidades, tanto na iniciativa pública, privada ou, mesmo, na área acadêmica. O economista deve estar no centro da solução dos problemas”, complementou. Explicou que existe um delay na resposta do mercado de trabalho às diferentes crises econômicas, especialmente em economias em desenvolvimento, com efeitos heterogêneos, em função das características demográficas, sociais e educacionais. “Sabe-se que pessoas com maior nível de conhecimento e de educação tendem a sofrer menos os impactos das crises econômicas”, disse, lembrando os estragos no mercado de trabalho causados pela última crise, que levou a taxa de desemprego no Brasil a 13,7% da População Economicamente Ativa no primeiro trimestre de 2017. “Cerca de 14 milhões de brasileiros estavam fora do mercado de trabalho e outras seis milhões não se sentiam inseridas de forma plena, gerando uma série de prejuízos ao bem estar social”, afirmou.

felipe2O professor da UFPel falou, ainda, sobre as melhores alternativas de trabalho oferecidas pelo setor público, através da avaliação de políticas públicas, pelo setor privado, com seus consultores e especialistas em mercado, e pela academia, com os instrumentos de pesquisa necessários para a promoção do desenvolvimento.  Ressaltou a importância do estudo na vida do economista, e do domínio da econometria, da teoria microeconômica e do conhecimento em programação como formas de criar oportunidades no mercado de trabalho, lembrando, ainda, que “o conhecimento da macroeconomia e da história econômica fornece interessante visão geral dos acontecimentos”.

Felipe Garcia finalizou sua apresentação, lembrando o economista norte-americano Gary Becker, vencedor do Prêmio de Ciências Econômicas em 1992, por seus estudos sobre os domínios da análise microeconômica em áreas até então inimagináveis para atuação dos economistas. Elencou uma série de áreas, consideradas extremamente modernas para a atuação profissional, como a Economia da Saúde, da Educação, do Crime, dos Recursos Humanos, dos Recursos Naturais, assim como a Teoria dos Contratos.