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Bitcoin, a moeda sem fronteiras

“Bitcoin e o mercado de moedas virtuais” foi o tema da edição de junho do Economia em Pauta, ocorrido na noite do dia 13, no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre, que reuniu diversos especialistas e operadores da moeda no mercado internacional. A palestra ficou sob responsabilidade do conselheiro do Corecon-RS e pesquisador da FEE, economista Guilherme Stein. Em função de problema de agenda, o evento não pôde contar com a participação do administrador Fernando Ulrich.

O evento foi aberto pelo conselheiro do Corecon-RS, Aristóteles Galvão, que falou sobre a importância da troca de ideias sobre o mercado do bitcoin, que tem tido um crescimento muito forte, em nível mundial, nos últimos meses.

guilhermeGuilherme Stein iniciou sua fala, dizendo que quando se imagina bitcoin, se remete a uma moeda privada, fiduciária como as moedas estatais, que não tem qualquer tipo de lastro ou garantia dos estados. Fez uma análise histórica da criação da moeda e disse que, mesmo antigamente, quando o mundo vivia do escambo, como uma forma de superar a “dupla coincidência” e de facilitar os negócios, já existia o livro-razão, onde se disponibilizava os créditos e os débitos existentes, centralizando, dessa forma, o escambo na comunidade. “Na verdade, tudo o que a moeda faz hoje é substituir o livro-razão de antigamente. A moeda que temos no bolso não deixa de ser um certificado, um crédito, uma prova física de que fizemos alguma coisa para outra pessoa. E o bitcoin é um livro-razão, o block chain, que não fica no servidor de um banco, mas na nuvem, na internet.” Falou, ainda, sobre as facilidades e o baixo custo de operação no mercado internacional, ao contrário do sistema tradicional que, além de demorado e burocrático, é extremamente caro. Alertou, no entanto, para os riscos de utilização da moeda, que não possui valor intrínsico, com alto componente de bolha, como única forma de especulação.

sergio

O minerador e investidor Sérgio Mylius da Silva fez uma exposição sobre os conceitos dos processos que envolvem o bitcoin.Falou sobre a volatilidade da moeda e a facilidade com que é operada através da rede pelo mundo a fora e ressaltou a preocupação do sistema bancário com o crescimento dessa nova forma de negócio, já que elimina os intermediários e é totalmente desprovido de burocracias e exigências tradicionais do sistema financeiro. Disse que a moeda tem várias facetas e que uma delas é a ideológica, bandeira dos libertários, defensores do Estado mínimo. “Trata-se de um processo de aprendizagem que não tem mais volta”, afirmou, ao explicar as funções do minerador, que faz o trabalho de garimpagem na rede, acompanhando as transações ocorridas, e das exchanges, uma espécie de casa de câmbio que trabalha com compra e venda de bitcoins.

rudTambém fez uma apresentação o minerador e investidor Rudá Pelllini, que trabalha com bitcoin há mais de um ano. Disse que começou a comprar a moeda em 2016, a uma cotação de R$ 1,8 mil e que no final do mês de maio chegou a custar R$ 14 mil, caindo dias depois para o patamar de R$ 8 mil, onde se encontra neste momento. Explicou que não se sabe ao certo onde vai chegar a cotação, mas estima que estará em R$ 100 mil num futuro próximo. 

Apresentou gráficos sobre a avaliação do bitcoin em dólar e disse que a moeda é 100% rastreável, em função de legislação, 100% auditável por qualquer pessoa que acessar o block chain, e um dos mecanismos mais seguros, pelo fato de ser protegida por uma criptografia muito complexa. Apresentou conceitos de mineração e dos princípios de moeda e concluiu abordando as vantagens e desvantagens do uso do bitcoin. Como positivo, apontou o câmbio, a ausência de IOF e a facilidade transacional. Como desvantagens, citou a volatilidade negativa, a dificuldade de comra nas exchanges e o descolamento do preço dolarizado.

Além dos conselheiros Aristóteles Galvão e Guilherme Stein, estiveram presentes no evento o presidente do Corecon-RS, economista Clovis Meurer, o seu vice, Rogério Tolfo, o conselheiro Bruno Breyer Caldas e o ex-presidente Lauro Renck.

No final do evento, foi servido um coquetel aos presentes, com a cortesia da Água Mineral Sarandi, Vinícola Laurentia e Hotel Plaza São Rafael.

 Acesse o ppt apresentado pelo minerador Rudá Pellini