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Cenário econômico leva otimismo ao mercado de fusões e aquisições


O ex-presidente do Corecon-RS e diretor e sócio da Companhia de Participações (CRP), economista Clovis Meurer, foi um dos palestrantes do “Tá Na Mesa”, reunião-almoço promovida pela Federação das Associações Comerciais do RS (Federasul), ocorrida na última quarta-feira, dia 30, na sede da Entidade, em Porto Alegre, que discutiu o tema “Investimentos, fusões e aquisições”. Também participaram do painel o economista Ricardo Schmitt, sócio-fundador da StoneCapital Investimentos, e Carlos Parizotto, sócio-fundador da Cypress Associates.

Carlos Parizotto iniciou sua fala apresentando a Cypress, como uma das principais empresas de assessoria financeira independentes do País, especializada em operações de fusões e aquisições, captações no mercado de capitais e de reestruturação de grandes e médias empresas. Com escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, desenvolve, desde 2004, projetos baseados no entendimento do contexto e estratégia de empresas, com transações nacionais e internacionais em diversos setores, como varejo, bens de consumo, eletroeletrônico, energia, entre outras. Explicou que nos processos de fusão e aquisição a empresa busca a criação de valor através da compra, venda ou da associação, tendo como operações mais comuns a aquisição total ou parcial de empresas, venda de participação acionária, fusões, venda de unidades de negócios, joint ventures, entre outros. Disse, ainda, que as operações estruturadas são projetos customizados que visam atender às necessidades específicas dos clientes normalmente não oferecidos pelo mercado tradicional, com “o objetivo de proporcionar maior liquidez à empresa ou financiar projetos específicos”. 

federasulclovisClovis Meurer fez uma breve apresentação da CRP Participações, que atua há mais de 30 anos nos três estados do Sul e em São Paulo, e é uma empresa com foco na área de Private Equity ou Venture Capital, que investem em outras empresas ainda não abertas ao mercado de capitais, através de investimento com aporte de recursos, normalmente em pequenos negócios na área de tecnologia, inovação. Lembrou, ainda, que a CRP também faz investimentos em negócios mais tradicionais, nas áreas do setor metal mecânico, agronegócios, energia, ou, mesmo, em negócios maiores, com o aporte de recursos mais substanciais, em setores da construção civil e de implementos rodoviários. “O grande objetivo é proporcionar recursos para alavancar as boas ideias. É essa atividade de investir num negócio, apoiá-lo para que cresça, para que atinja sua maturação, agregando mais valor ao longo dos anos, e vender no futuro, com ganho para os investidores”, completou. Citou os casos de empresas, no Rio Grande do Sul e no Brasil, que iniciaram pequenas, cresceram e, graças à visão e coragem de jovens empreendedores, hoje têm participação forte no mercado mundial. Falou da segurança confortável dos baixos rendimentos gerados pelas aplicações da poupança e renda fixa, e fez um convite aos empresários presentes para aproveitarem o novo cenário econômico que surge no horizonte, com juros e inflação baixos, para investirem nos negócios das fusões.

Ricardo Schmitt disse que a sua empresa, que atua em Caxias do sul e em Porto Alegre, está chegando recentemente a Curitiba. Falou da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), entidade sem fins lucrativas em atividade desde o ano 2000, que visa o desenvolvimento da atividade de investimento de longo prazo no país, pelo conceitos de private equit, venture e seed capital. Disse que é otimista com relação ao novo cenário da economia brasileira, que, com as baixas taxas de juros anuais esperadas e crescimento do produto acima dos países desenvolvidos, está atraindo as atenções de um número muito grande de investidores estrangeiros para ativos de risco. “A baixa atratividade de ativos estrangeiros aliada à recuperação da economia brasileira e melhora dos índices econômicos, coloca o Brasil em destaque para alocação de capital externo”, afirmou, ressaltando que os investidores estrangeiros estão olhando para o Brasil como a bola da vez. Disse que o mercado de fusão e equity no Brasil atravessa uma onda extremamente positiva em função desse cenário econômico e que o próprio comportamento do mercado tem demonstrado que os empresários já estão com nova expectativa e que “as coisas estão começando a acontecer”. 

Estiveram presentes a esta edição do “Tá Na Mesa”, o presidente do Corecon-RS, economista Rogério Tolfo, os conselheiros Aristóteles Galvão e José Junior de Oliveira, e o ex-presidente Leandro Antonio de Lemos. Também participaram da reunião a presidente da Federasul, Simone Leite, o vice-presidente Anderson Cardoso, seus diretores, empresários e profissionais liberais.