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SELO ENEF

Precisamos de PIB


O PIB gaúcho tem a menor taxa de crescimento médio por década dos últimos 120 anos. Um infinito labirinto econômico nos colocou com andarilhos repetidores de um constante e uníssono discurso de crise. A Economia Gaúcha encontra-se no espelho e enxerga uma imagem amarelada pelo tempo passado a lo largo das amargas intempéries das finanças públicas. O Tesoureiro – guardião da Fazenda - se tornou protagonista, nosso líder dessa infinita caminhada.

Enxugamos os gastos, cortamos atividades, renegociamos as dívidas, aumentamos impostos, fizemos concessões e privatizações e tudo parece mais um passo perdido dentro do labirinto. Nossa infraestrutura e serviços envelheceram tanto quanto nossa população. Ainda assim, o Tesoureiro ainda tem forças para pedir “- Reformas! Arrumem as regras que assim poderemos continuar caminhando.”. Enquanto isso, o peso do Estado enfraquece nossos ombros e empresas e jovens vão embora. Por descuido, alguém ainda sussurra no ouvido do Tesoureiro uma inovadora e idealista rota dentro do mesmo labirinto.

Não ligamos para o PIB - somente na Junta Comercial do Rio Grande dos Sul, 5.000 processos de abertura de empresas estão acumulados. Urge um projeto de desenvolvimento para rompermos as muralhas do labirinto. É óbvio que a prudência das finanças públicas deve continuar, mas precisamos voltar a crescer. Criar as grandes conexões entre os investidores, os empreendedores, educação e projetos, necessitamos abrir as fronteiras para demandas globais e para os turistas, integrar a pesquisa e inovação com os setores tradicionais da economia e liderar para um futuro melhor.

Esse deveria ser o mantra a entoar. O desenvolvimento econômico passa por criar um ambiente estimulador de negócios, investimentos, empreendedorismo, criatividade e inovação. Deixe o Tesoureiro continuar sua necessária pregação, mas precisamos de PIB para fazer com que o desenvolvimento econômico retome seu protagonismo.

Esse deveria ser o mantra a entoar. O desenvolvimento econômico passa por criar um ambiente estimulador de negócios, investimentos, empreendedorismo, criatividade e inovação. Deixe o Tesoureiro continuar sua necessária pregação, mas precisamos de PIB para fazer com que o desenvolvimento econômico retome seu protagonismo.

 

Artigo de autoria do ex-presidente do Corecon-RS, economista, professor e sócio-diretor da Job & Labor – desenvolvimento empresarial, publicado na página 29, de Zero Hora, de 21/03/55.

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