Indústria Gaúcha
Indústria e comércio em debate: os rumos da economia gaúcha
Painel “Setores Econômicos do Rio Grande do Sul” será um dos destaques da programação do CBE; garanta já a sua inscrição
Nos últimos 20 anos, o valor adicionado pela indústria do Rio Grande do Sul cresceu apenas 3,4%, desempenho bem abaixo da média nacional, que avançou 26,1% no mesmo período. O dado, trazido pelo economista-chefe da FIERGS, Giovani Baggio, evidencia as dificuldades enfrentadas pelo setor no estado e aponta para a urgência de repensar políticas e estratégias que garantam competitividade.
Baggio será um dos painelistas do painel “Setores Econômicos do Rio Grande do Sul”, no Congresso Brasileiro de Economia (CBE), no dia 9 de outubro, às 9h40, no Plaza São Rafael Hotel, em Porto Alegre. O especialista estará ao lado da economista-chefe da Fecomércio-RS, Patrícia Palermo, e do economista-chefe do Sistema Farsul, Antonio da Luz, para discutirem os desafios e oportunidades para indústria, comércio, serviços e agronegócio no Estado. O CBE, que ocorrerá de 06 a 10 de outubro, é uma promoção do Cofecon em parceria com o Corecon-RS. Garanta já a sua vaga - clique aqui.
Desafios comuns e novas oportunidades
Segundo Baggio, entraves estruturais como a elevada carga tributária, a insegurança jurídica e a precariedade logística seguem limitando a expansão industrial. Já no campo conjuntural, o peso dos juros altos e a instabilidade macroeconômica dificultam investimentos. Para ele, “o ponto central é a necessidade de maior responsabilidade fiscal. O descontrole das contas públicas está na raiz de grande parte dos problemas nacionais”.
Patrícia Palermo reforça que, no caso do setor de serviços, que inclui o comércio e concentra a maior fatia do PIB e do emprego no RS, a baixa produtividade, o alto grau de informalidade e a dificuldade de acesso a crédito estão entre os principais gargalos. Além disso, a economista alerta para o impacto das mudanças demográficas e da falta de mão de obra qualificada. “A baixa taxa de desocupação, além de dificultar novas contratações, acaba estimulando o aumento da rotatividade e pressionando os salários para patamares muito acima dos ganhos de produtividade”, destaca.
Apesar dos obstáculos, ambos acreditam que há janelas de oportunidade. Baggio aponta a capacidade do Estado de se posicionar em cadeias ligadas à descarbonização, graças ao potencial em energias renováveis e à força da indústria conectada ao agronegócio. Já Patrícia chama atenção para a revolução da inteligência artificial nos processos produtivos e para o momento pós-enchentes, que deve ser encarado como oportunidade de construir uma infraestrutura mais eficiente e resiliente.
Inscreva-se no CBE
Além do painel sobre os Setores Econômicos do RS, o Congresso Brasileiro de Economia trará outros temas relevantes para o setor, como reforma tributária, mudanças climáticas, crescimento econômico, inovação, comércio internacional, agronegócio, economia comportamental, desigualdades regionais, educação financeira e desenvolvimento sustentável. De 6 a 10 de outubro, o evento reunirá cerca de 50 especialistas em palestras, painéis e mesas de debate, no Plaza São Rafael Hotel, em Porto Alegre.
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