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José Junior: “Transformação e instantaneidade na interação entre economistas e a sociedade é a nossa pauta”


“O Mundo começou a mudar a partir do final do ano passado, com as primeiras informações sobre a contaminação com o coronavírus na China. Mas, já nos primeiros meses de 2020, a surpresa veio com a rapidez de sua propagação, atingindo, em grande velocidade, o mundo globalizado, com sérios impactos às diferentes economias do Planeta. E essa, agora, é a nossa pauta.” Desta forma o presidente do Corecon-RS, economista José Junior de Oliveira, manifestou-se aos economistas gaúchos, no início do mês de março, quando já anunciava oficialmente as primeiras medidas a serem promovidas pelo Corecon-RS, sobre as novas medidas decretadas pela OMS e, consequentemente, as mudanças que estavam por vir. Em comunicado e através de email, conclamou a categoria a usar seu conhecimento, através de consultoria econômica gratuita, no atendimento das dúvidas de pessoas e empresas “neste momento atípico e de dificuldades por que o país e o mundo vêm passando”. Inspirado em iniciativa do Corecon de Santa Catarina, criou projeto “Força-tarefa: economistas falam à sociedade gaúcha”, sob a coordenação do vice-presidente, economista Aristóteles Galvão, um canal, através de email, telefone ou whatsapp, para sanar dúvidas da sociedade. O mutirão foi ganhando força e vídeos com depoimentos de economistas sobre os impactos da crise do Covid-19 nos diferentes setores da economia regional, nacional e internacional começavam a chegar, com o intuito de estabelecer a realidade sobre o cenário que se materializava à frente. Mas, devido à velocidade das novas mudanças, logo percebeu-se que esse formato ainda não era o suficiente para atender à crescente demanda, na busca de maior instantaneidade na interatividade entre economistas e sociedade. Foi quando o Corecon-RS, já com seus servidores em home-office, entra no mundo das lives, até então muito pouco difundida entre o mercado profissional brasileiro. “Com toda a potencialidade e conhecimento de nossos economistas, o Corecon-RS não poderia ficar omisso neste momento tão difícil, que transformou a vida de todos os cidadãos”, já anunciava o presidente José Junior. "O mais gratificante disso tudo é ver a categoria unida em torno de um objetivo, que é levar à sociedade informações necessárias para um melhor entendimento deste momento pelo qual estamos passando", comemora Galvão. A partir daí, um mar de medidas e revoluções jamais vistos na história do Conselho, com iniciativas com efeitos extremamente positivos na sociedade e na mídia como um todo, que, rapidamente, viraram notícia no centro do País, espalhando-se rapidamente pelo rede dos Corecons.

Do distanciamento social ao trabalho remoto

Passados menos de três meses, o Conselho quebra mais um paradigma, que, mais uma vez, pela necessidade do cenário que a pandemia impõe, já começa a ser difundido pelos demais integrantes do Sistema Cofecon/Corecons: o trabalho totalmente remoto.

Os colaboradores também já sentem os avanços das novas medidas. Segundo o advogado Alexandre Salcedo Biansini, da Assessoria Jurídica do Corecon-RS, o trabalho remoto “é o futuro, e a pandemia nos trouxe de maneira prematura, porém, há necessidade deinarajuliamichel todos se adequarem a essa nova realidade”. Para o Assessor de TI, Alexandre Corrêa, a atividade remota permitiu que pudéssemos descobrir, testar, e nos adaptarmos às diferentes ferramentas tecnológicas que já conhecíamos e que apenas não conseguíamos aplicar por estarmos numa sede física. Então, com essa nova realidade, percebemos que “é possível, sim, trabalhar com produtividade em qualquer local, cumprindo as tarefas consideradas básicas para o funcionamento do trabalho e melhorando e descobrindo novas formas de agregar valor à empresa. A pandemia nos possibilitou, como nunca antes, um estreitamento das relações com os nossos economistas.” A Fiscal, economista Inara Betat, afirma que “o trabalho remoto proporciona maior concentração na atividade profissional, com aumento significativo de qualidade e de produtividade”. Da mesma forma, nos proporciona “maior flexibilidade para organizar a rotina e maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Tudo isso, sem falar na economia do tempo de deslocamento até a Sede, resultando em aumento da qualidade de vida do servidor”. Júlia Bittencourt, do Setor Financeiro, também acha que a modalidade proporcionou melhor desempenho ao trabalho. “Sem dúvida, foi a melhor alternativa, devido à situação que estamos vivendo hoje. Um momento de priorizar a saúde de todos, dos profissionais de economia e da nossa própria”, ressalta. A colega Michelle Gomes, responsável pelo Setor de Registro, lembra que está atuando, direto de sua casa, com um sistema para pesquisa que possibilita continuarmos fornecendo o mesmo suporte aos economistas, aos novos economistas e aos bacharéis, “com a mesma qualidade, eficiência e segurança, e com a rapidez na resposta que daríamos se estivéssemos na Sede”. Cláudia Pacheco, do Setor de Cobrança, também concorda com os colegas. O trabalho remoto nos trouxe mais concentração e maior capacidade de organização de nossas atividades dentro do nosso dia a dia. “Tudo o que, tradicionalmente se faz na sede do Conselho, estamos conseguindo fazer em casa, com menos atropelo, economia de tempo e mais planejamento”, conclui.

E, sobre mais uma evolução, que lança o Corecon-RS no trabalho totalmente remoto, o presidente do Conselho, economista José Junior de Oliveira, fala em entrevista.

junior1Como iniciou a ideia do home-office com os servidores do Conselho, iniciada há alguns meses?

A ideia surgiu da necessidade de distanciamento social provocada pela pandemia do novo Coronavírus. A partir de meados de março de 2020, a situação estava presente e tínhamos que decidir por preservar a saúde dos servidores sem comprometer o andamento das atividades do Conselho, principalmente nesse período do ano que é onde entra a grande maioria de nossas receitas de anuidades e também novos economistas que estão se formando nas Universidades. Ou seja, nossos serviços não poderiam parar, mas teríamos que nos adaptar a essa nova realidade.

Como foi a receptividade por parte dos servidores?

A receptividade foi excelente, principalmente por considerarem que nosso intuito era, em primeiro lugar, preservar a saúde dos colaboradores, mas não poderíamos deixar de atender os economistas e dar continuidade nos trabalhos e isso foi muito bem entendido pela equipe.

O home office está conseguindo atender a todas as demandas dos economistas?

Aqui é importante destacar que essa situação que estamos vivendo fez, não somente o Conselho, mas todas as empresas, órgãos públicos e privados, repensarem a maneira de trabalhar. O Home Office não era a nossa realidade e isso não estava no radar, por isso não estávamos preparados para o teletrabalho. Agora, as atividades vêm sendo realizadas quase que totalmente de forma remota, com os colaboradores acessando o computador central direto de suas casas. Ainda existem algumas atividades, em torno de 5%, que ainda não podem ser realizadas de casa, o que irá ocorrer em seguida. Acredito, sim, que vem atendendo bem os economistas, mas é evidente que precisamos aprimorar. O que pode ocorrer ainda nesse momento de transição e de adaptação a essa nova realidade é demorarmos um pouco mais para atender a todas as solicitações, mas nosso objetivo é atender a todas as necessidades dos nossos colegas economistas e melhorar o atendimento conforme vamos nos adaptando. Ainda temos algumas atividades que necessitam ser realizadas fisicamente, mas o importante é que, gradativamente, estamos evoluindo para que tudo possa ser realizado remotamente. Evidente que isso envolve uma série de atitudes e investimentos a serem realizados, como em tecnologia de informação, segurança dos sistemas e disponibilidade dos servidores que acataram muito bem essa nova forma de trabalhar. Mas todas as demandas dos economistas estão sendo, e devem ser atendidas, desde que dentro do escopo de atuação do Conselho.

O que levou o Conselho a avançar para o trabalho remoto?

Inicialmente, como colocado acima, o que nos levou ao trabalho remoto foi a necessidade de fazer com que os servidores pudessem trabalhar, sem se exporem ao contágio da Covid-19. Então, a partir do bom andamento das atividades e de verificarmos que, em alguns casos aumentamos a produtividade e a eficiência do trabalho, conseguimos inclusive otimizar processos e repensar muitas tarefas que eram feitas de maneira menos produtiva e eficiente, entendemos que estamos obtendo ganhos.

O Corecon-RS tem sido pioneiro em uma série de iniciativas. Já participou de formaturas on-line, está promovendo reuniões-plenárias virtuais, as lives, trabalho remoto. Tudo, com resultados muito positivos. Qual o próximo passo, enquanto perdurar esse cenário de pandemia?

Bem, o que estamos conseguindo fazer é atuar para que o Conselho desempenhe seu verdadeiro papel, que é atender e estar do lado dos nossos colegas economistas para que se sintam acolhidos pela Entidade que os representa. Acredito que o grupo de colaboradores é excelente e absorveu a ideia dessa nova forma de trabalhar. Também não posso deixar de destacar o papel fundamental do nosso vice-presidente Aristóteles Galvão, que não tem medido esforços e dedicação para a Entidade, desde a idealização e atuação nos vídeos e lives, nas redes sociais e na parte administrativa do Corecon. Estamos buscando a cada dia ficar mais próximos das Universidades e dos novos e futuros economistas, pois eles serão o futuro da nossa profissão e do seu órgão de representação. Também, não posso deixar de destacar que os Conselheiros têm nos apoiado de forma incondicional nesses trabalhos que são de todos e para todos os economistas. Fomos pioneiros em muitas coisas e atuamos na crise para que o Conselho tenha o protagonismo necessário e desenvolva seu papel. Acredito que com o cenário que estamos vivendo, teremos muitos novos passos, pois estamos aprendendo a cada dia. Entendemos que a partir dessa pandemia trabalharemos de maneira diferente. O mundo não será mais o mesmo e precisaremos estar adaptados. Essa versatilidade que conseguimos apresentar deve nortear nossos próximos passos, que devem seguir na linha de melhorar o acesso aoConselho e serviços para os economistas através da web (site), redes sociais e canais que possibilitem nos aproximarmos cada vez mais dos economistas, que são a razão de existir do Corecon-RS.

 Leia a entrevista "Do distanciamento social ao trabalho remoto" também na Coluna Economia em Dia