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Seja qual for o seu motivo, faça um mundo com mais Economia.

Educação Financeira, com vídeo nas escolas do RS

alfredo meneghetti

 

Alfredo Meneghetti Neto

Economista, ex-conselheiro Corecon-RS, coordenador Comissão Educação Financeira Corecon-RS
Corecon-RS Nº 2976

 

Qual o impacto da economia nas finanças pessoais no cidadão?
As pesquisas empíricas de outros países sugerem que as atitudes dos brasileiros irão mudar significativamente com a recuperação econômica. Um estudo do Public Finance Quaterly analisou o impacto, tanto da crise econômica da Hungria de 2010, como a sua recuperação em 2015 nas finanças dos cidadãos. Com a crise, os cidadãos tiveram muitos problemas familiares, pois aumentou o desemprego e, consequentemente, o endividamento. Já em 2015, com a volta da recuperação econômica, os húngaros experimentaram uma sensação de libertação, deixando os problemas financeiros de lado, tornando-se mais consumistas imediatos, abandonando as metas de longo prazo.

O que isso significa para os brasileiros?
A experiência em outros países pode ajudar os brasileiros a não caírem nas armadilhas da recuperação financeira da economia, pois estão correndo o risco de se desequilibrar financeiramente mais do que já estão.

O Corecon-RS foi o primeiro Conselho Regional do país a receber, em 2015, a liberação para uso oficial do Selo ENEF de Educação Financeira, por iniciativas realizadas no incentivo à educação financeira, em especial o Concurso de Redação em Educação Financeira nas Escolas. O que mudou de lá para cá?
Pode-se dizer que as estratégias na área de Educação financeira do Corecon-RS são cada vez mais intensas, tanto no que diz respeito aos atendimentos à mídia escrita, falada e televisionada, às palestras e, principalmente, aos concursos das escolas do ensino médio e fundamental, já em sua quinta edição.

Já se percebe mudanças no comportamento dos jovens a respeito do tema?
O jovem sempre teve preferência pelo curto prazo, pois é muito imediatista e tem um consumo impulsivo. São muitos os desafios que nós economistas temos para fazer no enfrentamento às ciladas e às armadilhas do consumo impulsivo no mercado. As pesquisas acadêmicas sobre o tema são consensuais sobre isso. Embora seja possível argumentar que a crise econômica de 2014 a 2016 possa ter dado boas lições de resiliência, o jovem se viu obrigado a se adaptar a inúmeras situações desagradáveis na família.

Que tipo de novidades a quinta edição do Concurso apresenta este ano?
Para esse ano, o V Concurso de Educação Financeira terá o mesmo apoio da Secretaria Estadual, que vai nos dar condições de divulgar a iniciativa junto a todas as escolas gaúchas do ensino médio e fundamental, mas contará com um parceiro novo, que é o Banrisul. Além disso, dessa vez o aluno participará do Concurso gravando um vídeo sobre o tema da poupança, com até dois minutos de duração, que será postado nas mídias digitais do Corecon, como site, facebook, twiter, e demais informativos digitais. Os premiados serão aqueles que tiverem o maior número de curtidas, somados com o número de compartilhamentos em nossa fanpage.

Por que a decisão de inserir vídeos?
Através do mapeamento desenvolvido no Brasil pela Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF) e também nos Estados Unidos pelo U.S. Department of the Tresury, foram avaliadas ideias inovadoras, dentre elas a inclusão da mídia digital, possibilitando o uso do smartphone pelo jovem.

Quais as expectativas com relação a esse novo formato?
A adesão será muito maior do que o formato anterior, que era através de redações. De acordo com uma pesquisa do Comitê Gestor da Internet (CGI), o celular superou os computadores de mesa e passou a ser o aparelho mais usado por crianças e adolescentes para acesso à internet. A estatística mostra que 82% dos jovens acessam a rede através de telefones móveis, enquanto 56% navegam em dispositivos fixos.

Quais são os encaminhamentos futuros?
Nos próximos anos, o Corecon-RS deverá entrar em nova fase, a exemplo do ENEF, com foco em treinamento de professores e parcerias com universidades. A proposta é criar mais polos de capacitação em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Além disso, o Corecon-RS buscará incentivar o setor privado a engajar-se de forma mais efetiva nessas atividades. O empresário tem tido um papel fundamental nos negócios da economia, mas tem perdido uma oportunidade enorme ao não dar mais atenção aos recursos humanos que eles dispõem.