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Comunidade, empresa e universidade pelo desenvolvimento do Alto Jacuí

luisa 042017

 

Luísa Cristina Pieniz
Economista, professora Unicruz, coordenadora Start/Unicruz
Corecon-RS Nº 5458

 

De que forma vem acontecendo a interação da universidade com as empresas e a comunidade da região de Cruz Alta?
Toda essa integração vem ocorrendo através da Agência de Empreendedorismo, Inovação e Transferência de Tecnologia da Universidade de Cruz Alta (Start), cuja criação foi aprovada em agosto do ano passado pelo Conselho Universitário da Universidade de Cruz Alta (Unicruz). A Start vai funcionar, crescer e ter ações efetivas no momento em que a comunidade apresentar iniciativas inovadoras, contribuindo, assim, com o desenvolvimento, o empreendedorismo e a inovação da região do Alto Jacuí.

Qual o papel da Start?
A Agência tem como objetivo promover a articulação entre o espaço acadêmico, as empresas e diversos setores da região com vistas ao aprimoramento de processos, produtos e serviços necessários para o atendimento das demandas da região. Também tem como meta criar sinergias entre pesquisadores, extensionistas, profissionais da instituição e empreendedores, atuando como agente facilitador e congregando esforços pró desenvolvimento regional.

Quantas empresas estão inseridas hoje nesse projeto?
Atualmente, mais de 80 empresas da Região do Alto Jacuí estão envolvidas em mais de um projeto da Start.

A Agência está subordinada a que área da Universidade?
Está subordinada à Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da Unicruz, integrada pelas unidades de captação de recursos, empreendedorismo, inovação e transferência de tecnologia, serviços sociais e tecnológicos, polo de inovação tecnológica do Alto Jacuí, incubadora social e incubadora tecnológica.

Qual a área de abrangência da Agência?
A Start se estende por toda a região do Corede Alto Jacuí, além de municípios de regiões, tais como Pejuçara, Júlio de Castilhos, Tupanciretã, Panambi, entre outros.

Como vem sendo recebido pela comunidade o projeto de incubadora social?
Em reação ao termo incubadora social, ainda é algo novo para a comunidade. Sendo assim, estamos trabalhando com o objetivo de divulgar ao público interno e ao externo a sua proposta e seus objetivos. À proporção que acontece o entendimento, com base nas ações que vêm sendo realizadas pelos projetos, vai havendo um engajamento das pessoas. O Projeto de Incubadora Social está ganhando cada vez mais credibilidade e auxílio da comunidade, não só em situações de comunicação corpo a corpo, mas também na mídia local e estadual, que tem demonstrado interesse na veiculação das ações dos Projetos. Os trabalhos continuam em busca de mais resultados positivos.

Que tipo de ações têm a incubadora?
A nossa Incubadora tem seu projeto precursor, o Profissão Catador, como porta de entrada na comunidade, o qual abre caminhos para a apresentação dos demais projetos. A exemplo disso, temos a relação com instituições como o Rotary, que inicialmente apoiava o Profissão Catador e, em virtude dele, hoje tem dimensão do que é uma Incubadora Social, contribuindo, dessa forma, com outros projetos da Inatecsocial. Conforme vamos avançando e divulgando conceitos e práticas da economia solidária e criativa e do comércio justo, vamos ganhando cada vez mais parceiros para a Incubadora. A Feira de Economia Solidária e Criativa (Fesol), que já teve a sua quarta edição, conta com apoio cultural de grandes artistas do município, que ajudam a propagar nossos princípios. A comunidade acadêmica também teve ótima aceitação e contribui em termos da aquisição dos produtos e propaganda dos mesmos.

De que forma a crise econômica por que vem passando o país e o estado do RS tem impactado na busca de recursos e ampliação das relações?
A necessidade da recuperação econômica e o resgate da confiança dos empresários neste momento em que passa o País, somado à falta de credibilidade política, leva instituições de ensino, em parcerias com os governos estadual e municipal, Sebrae, entre tantas outras instituições, implementarem estratégias de desenvolvimento econômico regional, através de projetos que tenham objetivo de apoiar o aumento da eficiência e da competitividade das empresas, oportunizando assim, aumento da produção, do emprego e da renda.